Seja Lula (PT) reeleito ou Flávio Bolsonaro (PL) eleito pela primeira vez, uma das primeiras decisões de 2027 será definir quem comandará os ministérios do novo governo.A Constituição estabelece que cabe ao presidente nomear e exonerar ministros de Estado. Diferentemente de ministros do Supremo Tribunal Federal, essas indicações não passam por sabatina e aprovação do Senado.Isso dá ao chefe do Executivo ampla liberdade para montar e reformular a equipe. Um ministro pode ser substituído a qualquer momento por decisão presidencial.A escolha, porém, precisa respeitar os requisitos legais do cargo e eventuais regras de inelegibilidade, incompatibilidade ou acumulação de funções.Politicamente, partidos e bancadas do Congresso costumam disputar espaço nos ministérios porque a composição do governo faz parte das negociações por apoio parlamentar.A palavra jurídica final é do presidente, mas a formação da Esplanada também revela como o governo pretende construir maioria na Câmara e no Senado.