Vale (VALE3) entra em sobrevenda; ação pode reagir ou ainda tem espaço para cair?

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As ações da Vale (VALE3) chegam a uma região técnica importante depois de aprofundarem a correção iniciada após a máxima histórica de R$ 89,41. Na sessão de 19 de outubro, o papel avançou 0,23%, aos R$ 66,36, mas ainda acumula queda de 5,50% em 2026. Em 12 meses, por outro lado, mantém valorização de 18,6%.A pressão aparece tanto no curto quanto no médio prazo. No gráfico diário, VALE3 permanece dentro de um canal de baixa, abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, enquanto o IFR (14) caiu para 29,52 pontos, entrando em região de sobrevenda. No semanal, a estrutura também segue negativa, com o papel abaixo das médias de 9 e 21 períodos e vindo de duas semanas consecutivas de queda antes da leve reação atual.Inscreva-se gratuitamente na newsletter InfoMoney Premium e receba em primeira mão a manchete de amanhãO cenário técnico encontra respaldo em um ambiente ainda desafiador para o minério de ferro. Nesta segunda-feira (19), a commodity reagiu na China após dados melhores do PIB e aumento da produção de aço, mas o próprio movimento foi limitado por fundamentos ainda frágeis, sobretudo diante das dúvidas sobre a demanda chinesa. Outro ponto importante está no horizonte: a Vale divulga o resultado do terceiro trimestre em 29 de outubro. Segundo levantamento do InfoMoney, o Itaú BBA projeta queda de 14% no Ebitda proforma, para US$ 3,502 bilhões, com pressão principalmente dos ferrosos. O banco estima redução de aproximadamente 7% no preço realizado do minério, para US$ 88 por tonelada, além de fretes mais elevados. Nesse contexto, os gráficos mostram que a tendência ainda favorece os vendedores. Ao mesmo tempo, o forte movimento recente de queda e a entrada do IFR diário em sobrevenda aumentam a possibilidade de repiques técnicos, sem que isso, isoladamente, represente uma reversão da tendência.Vale no curto prazo: sobrevenda abre espaço para repique, mas tendência segue de baixaNo gráfico diário, a Vale mantém uma tendência de baixa bem definida, com formação de topos e fundos descendentes dentro de um canal de baixa iniciado após a máxima histórica de R$ 89,41. A ação fechou aos R$ 66,36 e segue abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, atualmente próximas de R$ 67,53, R$ 69,70 e R$ 77,49, respectivamente. Até aqui, o gráfico ainda não apresenta um sinal consistente de reversão, mantendo o fluxo vendedor predominante.O movimento, entretanto, já aparece bastante pressionado. O IFR (14) está em 29,52 pontos, em região de sobrevenda, enquanto a cotação permanece afastada das médias móveis. Essa combinação pode favorecer algum repique técnico ou uma aproximação das médias, mas a sobrevenda, isoladamente, não confirma uma recuperação. Para melhorar a leitura de curto prazo, VALE3 precisaria recuperar inicialmente as regiões de R$ 67,53 e R$ 69,70.Na continuidade da tendência de baixa, a perda da mínima recente em R$ 65,72 reforçaria a pressão vendedora, colocando no radar R$ 64,11. Abaixo desse patamar, os próximos suportes aparecem em R$ 59,67, R$ 56,80, R$ 52,61 e na importante faixa psicológica dos R$ 50,00.Para uma reação mais consistente, além das médias curtas, a ação terá pela frente a resistência em R$ 74,27, seguida pela média de 200 períodos em R$ 77,49. Acima dela, os próximos alvos ficam em R$ 81,31 e R$ 83,35. Por enquanto, portanto, o cenário segue predominantemente baixista, mesmo com espaço técnico para repiques pontuais.Vale (VALE3) segue dentro de canal de baixa e abaixo das principais médias no gráfico diário; IFR (14) em 29,52 indica sobrevenda e aumenta possibilidade de repique técnico.Confira nossas análises:Dólar reage após cair abaixo de R$ 5: quais os próximos níveis e as ações afetadas?Juros, risco fiscal e capital estrangeiro: o que pode mudar o rumo da Bolsa?Ações ficam até 69% acima da média de longo prazo após rali; três entram no radarVale no médio prazo: canal de baixa ainda domina o gráfico semanalNo gráfico semanal, a Vale também mantém uma estrutura de baixa. Depois do forte movimento de valorização observado entre 2025 e o início de 2026, quando alcançou R$ 89,41, o papel passou a desenvolver uma correção dentro de um canal descendente. Nesta semana, VALE3 ensaia uma leve recuperação depois de duas semanas consecutivas de queda, mas ainda permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.Essas médias estão atualmente próximas de R$ 70,56 e R$ 73,77, respectivamente, e funcionam como primeiras barreiras para uma eventual recuperação. O IFR (14) está em 37,03 pontos: ainda não caracteriza sobrevenda no semanal, mas já se aproxima dessa região. Com o papel afastado das médias, aumenta a possibilidade de algum movimento de retorno em direção a elas, embora ainda não haja sinal técnico suficiente para caracterizar uma reversão.Na continuidade da baixa, a atenção fica inicialmente na região de R$ 62,81. Se esse suporte for perdido, os próximos níveis aparecem na média móvel de 200 períodos, em R$ 58,75, seguida por R$ 56,16, R$ 47,33 e, em uma correção mais profunda, R$ 44,07. A perda dessas regiões manteria intacta a estrutura descendente observada desde o topo histórico.Para uma recuperação mais consistente no médio prazo, VALE3 precisa retomar as médias de R$ 70,56 e R$ 73,77. Acima delas, a ação teria espaço para buscar R$ 82,25 e, posteriormente, novamente a máxima histórica de R$ 89,41. Um rompimento desse último patamar acompanhado por aumento de volume mudaria de forma mais relevante a estrutura do gráfico. Até lá, o viés predominante segue baixista.VALE3 permanece abaixo das médias de 9 e 21 períodos no semanal e dentro de um canal de baixa; IFR (14) em 37,03 se aproxima da região de sobrevenda.(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.The post Vale (VALE3) entra em sobrevenda; ação pode reagir ou ainda tem espaço para cair? appeared first on InfoMoney.