Casas Bahia (BHIA3) recruta Camille Faria, ex-Americanas, para liderar negociações com credores

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A Casas Bahia (BHIA3), em recuperação judicial (RJ), anunciou a chegada de Camille Faria, sócia da Althia Partners e ex-CFO da Americanas (AMER3), para liderar a nova fase de reestruturação financeira da companhia.O anúncio ocorre após a Justiça de São Paulo deferir o processamento do pedido de recuperação judicial. A executiva assume a responsabilidade de liderar as negociações com credores e a condução do plano de reestruturação, em conjunto com a administração. Faria liderou a recuperação judicial da Americanas, que recentemente encerrou o processo, e antes atuou na Oi, que atualmente enfrenta falência. A executiva assume a frente das negociações em substituição a Mateus Tessler, ex-sócio da Jive Mauá.“A transição foi conduzida de forma consensual e alinhada com a companhia, e Mateus seguirá contribuindo pontualmente com o processo. A Alvarez & Marsal também permanece no processo, apoiando a estruturação e a modelagem do plano de recuperação”, diz o comunicado. A Casas Bahia reforçou que a transição não altera sua estratégia de reestruturação financeira e conta com o apoio e alinhamento do Conselho de Administração e da Mapa Capital, sua acionista controladora. Recuperação judicial da Casas BahiaA Justiça de São Paulo aprovou o prosseguimento do processo de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia. Em decisão publicada na quarta-feira (21), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira aceitou dar andamento ao pedido após análise dos requisitos legais e documentação apresentada.No entanto, houve a identificação de pendências, como a ausência de demonstrações de fluxo de caixa de 2023 para quatro empresas e a apresentação de projeções financeiras apenas consolidadas.A Justiça permitiu que o processo avance, mas determinou a complementação dos documentos, sob pena de revogação da decisão que autorizou o processamento.O pedido de recuperação judicial teve aprovação do conselho de administração da companhia em meados de agosto, em meio a um cenário de deterioração das condições econômico-financeiras.A varejista atribuiu a situação, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.O pedido ocorreu após a empresa publicar os dados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26), que mostrou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no período.