Brasil quer ampliar exportação de filés congelados de tilápia

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A piscicultura brasileira quer ampliar presença no mercado internacional com a expansão das exportações de filés congelados de tilápia.O Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais de tilápia e ultrapassou, em 2025, a marca de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo, segundo dados citados pelo setor.Apesar do avanço da produção, a participação brasileira nas exportações ainda é considerada pequena diante do potencial da atividade. Leia Mais Mercado de tilápia no Brasil prevê equilíbrio no segundo semestre Brasil busca reduzir dependência de exportações de pescado aos EUA Reabertura do mercado europeu pode ampliar exportações de pescado em 20% Segundo Francisco Medeiros, presidente da Peixe-BR (Associação Brasileira da Piscicultura),o crescimento do consumo doméstico nos últimos anos levou a indústria a concentrar esforços no mercado interno, mas ao longo deste ano as empresas começaram a direcionar maior atenção às oportunidades no exterior.Filés congelados ampliam possibilidades de mercadoOs Estados Unidos e o Canadá estão entre os principais destinos da tilápia brasileira, especialmente na forma de filé fresco. Nesse segmento, o país conquistou espaço com a qualidade do produto, a eficiência logística e os preços competitivos.Agora, o setor pretende avançar no comércio internacional de filés congelados, formato que pode ampliar as possibilidades de distribuição e acesso a novos compradores.“Estamos entrando em uma nova fase, voltada ao mercado internacional de filés congelados. Temos capacidade produtiva, tecnologia e escala, mas precisamos avançar na adequação dos protocolos de produção e processamento às exigências dos diferentes compradores”, afirma Medeiros.Entre as vantagens competitivas do Brasil estão a disponibilidade de grãos utilizados na fabricação de rações, as condições climáticas favoráveis e a experiência do agronegócio nacional na produção de proteínas animais.De acordo com Medeiros, o Brasil já conta com frigoríficos altamente automatizados e empresas que investem na modernização das operações. O desafio é converter essa estrutura em maior participação no comércio internacional.Apesar do potencial de crescimento, o setor ainda enfrenta alguns obstáculos, como os custos logísticos, as exigências sanitárias e a necessidade de adequação dos processos industriais às regras dos países compradores.Medeiros também aponta a complexidade do ambiente regulatório brasileiro e os custos associados ao licenciamento como fatores que dificultam o desenvolvimento da atividade.“A piscicultura é uma atividade relativamente jovem no Brasil e ainda passa por um processo de amadurecimento”, afirma o executivo, ao destacar a necessidade de melhorar as condições para investimentos e ganhos de eficiência.Para a entidade, a combinação entre capacidade produtiva, tecnologia e profissionalização cria condições para ampliar a presença brasileira no mercado global. “A expansão das vendas externas, porém, dependerá também de avanços regulatórios e da adaptação às exigências dos compradores internacionais, diz.