O ecossistema digital passou por mudanças recentes com o lançamento de novas barreiras de segurança implementadas pelo Google e pela Apple nos navegadores. As atualizações, publicadas pelas empresas neste mês, buscam conter golpes sofisticados que enganam usuários e práticas de rastreamento invisível baseadas em endereços de e-mail.Essas iniciativas ocorrem em um cenário onde métodos de engenharia social e rastreamento comercial exigem respostas contínuas das principais plataformas de tecnologia para preservar a privacidade e a segurança digital. Defesa do Google contra golpes de comandoO Google ampliou os recursos do modo de Proteção Aprimorada do Chrome para combater uma técnica conhecida como ClickFix. Nesse tipo de golpe, páginas falsas exibem alertas de erro simulados e instruem pessoas a copiar e colar códigos maliciosos diretamente no terminal do computador ou no menu Executar do Windows. O mecanismo aproveita ferramentas legítimas do sistema operacional para baixar arquivos maliciosos sem despertar suspeitas iniciais.Para barrar essa ameaça, o navegador agora analisa o conteúdo copiado para a área de transferência quando o recurso de proteção está ativo. Se o sistema identifica um script suspeito, o conteúdo é enviado para avaliação do Safe Browsing (ferramenta de navegação segura do Google), e um aviso bloqueia a ação antes que o comando seja executado pelo usuário. Figura demonstrativa da nova barreira de segurança do Google Foto: Reprodução/Google Segundo a big tech, a medida busca neutralizar táticas que desviam a proteção tradicional de downloads feita pelo navegador. A empresa destacou que a prioridade é neutralizar ameaças rápidas sem prejudicar o trabalho de desenvolvedores e usuários comuns.Bloqueio de rastreamento no SafariParalelamente, a Apple introduziu restrições no Safari e no WebKit para bloquear a chamada resolução de identidade. A técnica é utilizada por terceiros para capturar endereços de e-mail inseridos em formulários de cadastro ou páginas de login, transformando o dado em um identificador permanente de rastreamento entre diferentes sites.De acordo com o time do WebKit da Apple, essa coleta oculta permite a criação de perfis detalhados de navegação e o direcionamento de anúncios cruzados. Com as novas versões dos sistemas operacionais da marca, o acesso de rede a essa infraestrutura de rastreamento foi bloqueado no nível de domínio, o que cessa o envio do e-mail para servidores externos. Figura demonstrativa da nova barreira de segurança da Apple Foto: Reprodução/Apple and WebKit “Não basta bloquear cookies para prevenir o rastreamento hoje em dia, porque a indústria não parou de tentar monitorar os usuários na web. Eles entraram na chamada era pós-cookie, e em nossos lançamentos mais recentes colocamos uma forte proteção em vigor”, descreveram os pesquisadores, em relatório publicado nesta segunda-feira (19).A empresa relatou ainda que o fim dos cookies de terceiros deixou lacunas que a indústria buscou preencher com métodos baseados em dados cadastrais. A nova barreira bloqueia o uso de informações fornecidas para propósitos específicos em esquemas de monitoramento contínuo da navegação.Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.