Visa negocia compra da Fireblocks por US$ 2,5 bilhões, diz site; empresa cripto nega

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A Visa, uma das maiores empresas de pagamentos do mundo, estaria negociando a compra da Fireblocks, companhia especializada em custódia de criptomoedas e infraestrutura para stablecoins, por aproximadamente US$ 2,5 bilhões. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Axios, mas a empresa de ativos digitais negou que esteja envolvida em negociações desse tipo.Segundo o Axios, que citou fontes familiarizadas com o assunto, as conversas estariam em estágio avançado. Se concretizada, a operação representaria uma das maiores aquisições da história do mercado de criptomoedas e ampliaria a presença da Visa na infraestrutura utilizada por bancos e empresas para movimentar ativos digitais.A Fireblocks, entretanto, afirmou que a informação não corresponde à sua situação atual. “Estamos cientes dos rumores sobre uma possível aquisição da Fireblocks pela Visa. Isso é novidade para nós e não é verdade neste momento”, declarou a empresa.A Visa, por sua vez, não confirmou nem negou a existência das negociações. Um porta-voz afirmou ao site The Block que a companhia não comenta rumores ou especulações.Fundada em 2018, a Fireblocks desenvolve tecnologia para instituições financeiras e empresas que precisam armazenar, transferir e administrar criptomoedas com segurança.Diferentemente de uma exchange tradicional, que oferece serviços de compra e venda de ativos digitais diretamente aos investidores, a Fireblocks fornece infraestrutura utilizada por outras companhias.Seus produtos incluem sistemas de custódia institucional, carteiras digitais, ferramentas para movimentação de ativos em blockchain e soluções para pagamentos com stablecoins.Esses serviços permitem, por exemplo, que um banco ofereça operações com criptomoedas sem precisar desenvolver internamente toda a tecnologia necessária para armazenar e transferir os ativos.A companhia também ampliou sua atuação no mercado de stablecoins, criptomoedas que acompanham o valor de moedas tradicionais, principalmente o dólar.Em setembro de 2025, a Fireblocks lançou uma rede de pagamentos com stablecoins que reunia mais de 40 participantes, incluindo Circle, Bridge, Zerohash e Yellow Card.A iniciativa busca conectar bancos, fintechs e empresas de pagamentos, permitindo transferências internacionais por meio de diferentes blockchains.O valor mencionado na possível aquisição também chama atenção por representar uma redução expressiva em relação à última avaliação pública da Fireblocks. Em janeiro de 2022, a empresa captou US$ 550 milhões em uma rodada de investimentos que a avaliou em US$ 8 bilhões.Uma eventual venda por US$ 2,5 bilhões representaria uma avaliação aproximadamente 69% inferior à registrada naquela ocasião.Entretanto, como as negociações não foram confirmadas e a Fireblocks negou a informação, não é possível afirmar que essa seria uma avaliação aceita pela empresa.Visa amplia aposta em stablecoins e acompanha avanço da MastercardA notícia sobre a possível aquisição surge em um momento de expansão da Visa no mercado de criptomoedas, especialmente em soluções que utilizam stablecoins para movimentar dinheiro.Nos últimos meses, a companhia anunciou iniciativas para permitir que instituições financeiras utilizem essas moedas digitais em pagamentos internacionais, liquidação de operações e transferências entre empresas.Na semana passada, a Visa informou que passou a oferecer comercialmente uma solução de financiamento de pagamentos internacionais com USDC, stablecoin emitida pela Circle.A tecnologia faz parte do Visa Direct e permite que empresas elegíveis utilizem USDC para disponibilizar recursos destinados a pagamentos internacionais, em vez de depender exclusivamente dos horários de funcionamento do sistema bancário tradicional.A primeira empresa a utilizar comercialmente a solução foi a Inyo Global, provedora de infraestrutura financeira que atende fintechs, bancos e companhias de pagamentos.A proposta é facilitar a movimentação de dinheiro entre países, permitindo que determinadas operações sejam financiadas praticamente em tempo real, inclusive fora do expediente bancário.O avanço também aparece nos números divulgados pela Visa. Segundo dados publicados no início de outubro, a companhia já oferece suporte a mais de 160 programas de cartões vinculados a stablecoins, utilizados por consumidores e empresas.O volume de pagamentos desses programas cresceu quase 200% em relação ao ano anterior.A Visa informou ainda que aproximadamente 17% do volume movimentado nesses cartões durante o ano fiscal de 2026, até a data do levantamento, estava relacionado a programas empresariais e comerciais.Outra frente envolve o uso de stablecoins para liquidar operações entre instituições financeiras.Em setembro, a Visa e o banco britânico Lloyds concluíram um teste no qual US$ 750 mil foram transferidos por meio de stablecoins para liquidar obrigações de pagamento. Segundo as empresas, os recursos chegaram à Visa em menos de uma hora, inclusive durante o fim de semana.A expansão ocorre em meio à concorrência com a Mastercard, que também vem investindo em infraestrutura para ativos digitais.Em agosto, a Mastercard concluiu a aquisição da BVNK, empresa especializada em pagamentos com stablecoins. A operação havia sido anunciada em março por um valor de até US$ 1,8 bilhão, incluindo pagamentos condicionados ao cumprimento de metas.A compra reforçou a presença da Mastercard em um segmento que começa a atrair grandes instituições financeiras interessadas em utilizar blockchain para movimentar dinheiro.Nesse contexto, uma eventual aquisição da Fireblocks poderia permitir que a Visa incorporasse diretamente tecnologias de custódia, carteiras digitais e transferências de criptomoedas à sua infraestrutura.Em vez de depender apenas de parceiros externos, a companhia passaria a controlar uma plataforma utilizada por instituições financeiras para operar ativos digitais.O movimento poderia ampliar sua capacidade de oferecer serviços envolvendo stablecoins, pagamentos internacionais e integração entre blockchains e o sistema financeiro tradicional.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. 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