Bicampeã olímpica, multicampeã nacional e dona de várias marcas individuais, a ex-jogadora Fabiana Claudino criticou a falta de reconhecimento com as atletas em solo brasileiro.Fabiana, embaixadora da liga de vôlei dos EUA, reforçou que as atletas nacionais passaram a ter voz apenas depois do ouro olímpico conquistado em Pequim-2008. Antes disso, não havia espaço para diálogo com as jogadoras. Leia Mais Justiça veta Tifanny por unanimidade, e atleta não pode jogar na Superliga Hoje amigas, Virna e Mireya relembram "treta" épica em Atlanta 1996 Tifanny brilha, Osasco vence Praia Clube e conquista a Supercopa Feminina “Na hora que você ganhar alguma coisa, você vem falar comigo. Mas se eles não tivessem sido tão duros com a gente, talvez não teríamos chegado. Aquilo ali para gente foi um desafio. A gente queria chegar no avião e sentar num lugar melhor, ter um salário melhor. Então, aquilo ali foi combustível. Na hora que eu ganhar, vocês me aguentam!”, desabafou, em entrevista ao “Basticast”.Ela também comentou sobre a situação da oposta Tifanny. A atleta foi impedida de jogar por uma medida da Confederação Brasileira de Vôlei e está sem condições de atuar profissionalmente no Brasil.“Quando acontece um episódio desse, o mínimo que você tem que fazer é acolher o próximo. Tem as suas decisões, coisas que precisam cumprir, mas a vida dela, ninguém pensou nisso. E simplesmente do nada, você acorda, você não pode jogar e tá tudo bem. Pronto, acabou, sai, vai viver sua vida!”, criticou.“Acho isso um absurdo. Se ela não pode jogar, como a gente pode incluí-la, vamos colocá-la aqui numa comissão? E eu não falo só da Tifanny, nós todas, ninguém tem esse apoio”, apontou.CarreiraFabiana é natural de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e iniciou sua carreira no Minas, em 2001. Defendendo a camisa azul e branca, ela conquistou a Superliga da temporada 2001/2002.No Brasil, ela jogou no Rio de Janeiro, onde foi tetracampeã brasileira; no Vôlei Futuro, no Sesi-SP, no Praia Clube, onde conquistou a Superliga 2017/2018, e no Osasco. No exterior, teve passagens pelo Fenerbahçe, da Turquia, e Hisamitsu Springs, do Japão.Pela Seleção Brasileira, ela acumula passagens marcantes. Fabiana foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012 e heptacampeã do Grand Prix de vôlei. A mineira possui, também, uma medalha de prata e uma de bronze em mundiais.Fora da Superliga, Tiffany detona proibição da CBV: “Não sou bandida”