Amoêdo declara apoio a Lula: ‘Entre irritação e o risco de um governo Bolsonaro, fico com a primeira’

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O político e ex-presidente do partido Novo, João Amoêdo, declarou nesta sexta-feira (23) que prefere mais quatro anos de “irritação” com o atual presidente à frente do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do que “o risco de um governo Bolsonaro”, se referindo a um possível mandato do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).“Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, afirmou Amoêdo.Na publicação, Amoêdo lamenta que as eleições sejam entre o PT e o bolsonarismo pela terceira eleição consecutiva e diz estar “frustrado e preocupado”. “No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação”, disse.Ele afirmou que Lula “errou do início ao fim” de seu mandato, mas que Flávio se quer teria algo que o credencie para ser presidente, já que “falta postura, credibilidade e competência”. “É conhecido apenas pelo sobrenome e pelo envolvimento em inúmeros casos suspeitos: rachadinha, lavagem de dinheiro, proximidade com membros da milícia e com golpistas”, afirmou.O político disse ainda que o objetivo maior de Flávio, se eleito, será conceder o indulto ao seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, que o senador estaria cercado de “conhecidos oportunistas”.Por fim, Amoêdo afirmou que Lula, se eleito, terá seu último mandato sem sucessor definido e Flávio deve comandar com facilidade com a Câmara e o Senado alinhados a ele. “Alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder”, completou.No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação.Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos…— João Amoêdo (@joaodamoedo) October 23, 2026