Todos sabemos delegar 

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O problema não está na competência, mas no que aparece mal chega o momento de passar o trabalho: «Isto só sai impecável se for eu a fazer»; «É mais rápido despachar do que explicar e corrigir»; «Se vier mal feito, vou passar-me»; «Delegar é admitir que não dou conta». Enquanto isto persistir, qualquer técnica de delegação dura três semanas e desaparece ao mínimo erro. Isto acontece com quase tudo o que se pede a um líder: comunicar, decidir sob pressão, dar feedback, ter conversas difíceis. Quando se treina uma técnica sobre uma base frágil, o resultado, convincente no papel, é instável na prática. Há uma alternativa. Primeiro, identifica-se a fragilidade de base. Em vez de um questionário improvisado, usam-se instrumentos validados, que medem os suspeitos frequentes: exaustão, regulação emocional, autocrítica, perfeccionismo e estilo de gestão de conflito. Depois, trabalha-se o bloqueio. Por fim, maximizam-se as competências com técnicas personalizadas.A ordem não é um detalhe. É o que separa um desempenho consistente de um desempenho que só aguenta na acalmia.É este o processo do Método Limpo.  Este artigo foi publicado no suplemento Aprender Magazine cujo tema é ‘Learning the Future’. Subscreva a Revista Líder aqui.O conteúdo Todos sabemos delegar  aparece primeiro em Revista Líder.