Inovar não é substituir: é fazer durar 

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A próxima fronteira da tecnologia não está apenas em criar novos equipamentos. Está também em prolongar a vida dos que já existem, diagnosticar melhor, reparar com confiança, recuperar valor e devolver produtos ao mercado em condições fiáveis. É uma inovação menos visível, mas com impacto direto no custo para o consumidor, na utilização de matérias-primas e na produção de resíduos eletrónicos. Os dados ajudam a desmontar a ideia de que um smartphone se torna irrelevante ao fim de dois ou três anos. Uma análise da iServices a quase 370 mil reparações realizadas em cinco mercados europeus mostrou que os modelos mais intervencionados têm, em média, cerca de seis anos. O consumidor já está, na prática, a prolongar o ciclo de vida da tecnologia, desde que encontre soluções tecnicamente credíveis e economicamente proporcionais.  É também aqui que a inteligência artificial pode ter uma função concreta. Em vez de servir apenas para acelerar vendas ou automatizar contactos, pode reduzir a incerteza na avaliação de equipamentos usados. Na iServices, uma solução de retoma realiza 56 testes ao smartphone antes de apresentar uma estimativa inicial, posteriormente confirmada por um técnico. A tecnologia acrescenta rapidez e consistência; o conhecimento humano mantém a decisão responsável.  Esta combinação entre dados, automação e avaliação técnica mostra que a aliança entre pessoas e tecnologia não elimina o julgamento humano. Torna-o mais informado. Permite ainda transformar equipamentos parados em casa em ativos com valor, encaminhando-os para retoma, reparação, recondicionamento ou tratamento adequado. A circularidade tecnológica não é contrária ao crescimento. É uma forma diferente de criar valor, baseada em serviços, competências técnicas, confiança e melhor utilização dos recursos já colocados no mercado. Obriga, porém, as empresas a rever as métricas com que avaliam a sua performance. Não basta contar unidades vendidas. Importa medir quantos anos de utilização foram acrescentados, quantos equipamentos regressaram ao circuito e quanto desperdício foi evitado. O futuro será inevitavelmente mais tecnológico. A questão decisiva é se será também mais inteligente na forma como utiliza aquilo que já produziu.  Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a iServices.Este artigo foi publicado na edição nº 34 da revista Líder, cujo tema é ‘Depois do Amanhã’. Subscreva a Revista Líder aqui.O conteúdo Inovar não é substituir: é fazer durar  aparece primeiro em Revista Líder.