Trajetória de 22 anos na mesma empresa contrapõe rotatividade no mercado de trabalho brasileiro

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StartupiTrajetória de 22 anos na mesma empresa contrapõe rotatividade no mercado de trabalho brasileiroNo mercado de trabalho brasileiro, no qual apenas 31,6% dos vínculos formais de emprego ultrapassam cinco anos de duração — segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego referentes a 2024 —, a construção de carreiras de longa permanência em uma mesma organização tornou-se uma exceção. Um exemplo desse movimento de retenção continuada é a trajetória de Diego Alves Prestes, que ingressou como estagiário há 22 anos no Grupo Vellore, empresa sediada no Paraná, e ocupa atualmente o cargo de diretor de Operações e Compras da companhia.A redação do Startupi recebeu essa história e ela é, realmente, atípica, então vale contar essa história. Em sua função atual, o executivo é responsável por gerenciar a cadeia de suprimentos e as operações de compras globais do grupo, atendendo a milhares de pontos de venda. A estrutura sob sua supervisão inclui um escritório mantido pela organização em Ningbo, na China, local que visita ao menos três vezes por ano para supervisionar fornecedores e alinhar processos operacionais.“O maior desafio é garantir que o produto certo esteja no lugar certo, na hora certa, com qualidade e custo justo. Parece simples, mas, com milhares de pontos de venda, fornecedores em vários lugares e o escritório em Ningbo, tem muita coisa envolvida: prazo de importação, variação de câmbio, frete, demanda que muda”, detalha Prestes sobre a complexidade logística da operação internacional.Estudos sobre gestão de pessoas indicam que a promoção e a movimentação interna são fatores determinantes para a retenção de profissionais. Uma análise da Society for Human Resource Management (SHRM), realizada com base em dados da plataforma LinkedIn, apontou que a probabilidade de permanência de colaboradores aumenta significativamente quando as organizações oferecem planos de desenvolvimento de carreira e oportunidades de transição entre cargos.A trajetória de Prestes dentro da empresa iniciou-se na base operacional. Ao relembrar o começo de sua atuação profissional, o executivo relata que não projetava a ascensão a posições diretivas: “Eu queria fazer bem feito o que estava na minha mão e aprender o máximo possível. Foi justamente isso que me trouxe até aqui”, afirma.A primeira transição para cargos de gestão ocorreu em 2005, quando assumiu o posto de supervisor de equipes. A passagem por diferentes etapas operacionais influenciou sua abordagem de liderança.“Tive que aprender a ouvir mais, a ter paciência e a confiar nos outros”, conta Prestes, ressaltando que a vivência prática facilita a compreensão do impacto de decisões administrativas na ponta da cadeia. “Por eu ter passado por tudo, eu consigo imaginar como uma decisão vai chegar lá na ponta”, explica.Ao longo de seu percurso, o diretor contou com o suporte e a orientação do fundador do Grupo Vellore, Paulo Velloso. Atualmente, o executivo busca aplicar o aprendizado acumulado na mentoria de novos integrantes da equipe: “Eu me sinto responsável por isso. O Paulo acreditou em mim, agora é a minha vez de fazer o mesmo. Eu procuro estar perto, dar abertura, incentivar quem tem vontade de aprender”, afirma.Como orientação para profissionais em início de carreira, Prestes enfatiza a busca contínua por aprendizado e proatividade no ambiente de trabalho: “Estude, faça bem feito, seja curioso, não tenha vergonha de perguntar. O Grupo Vellore valoriza quem se dedica, e eu sou a prova de que dá para crescer aqui dentro”, concluiu.O post Trajetória de 22 anos na mesma empresa contrapõe rotatividade no mercado de trabalho brasileiro aparece primeiro em Startupi e foi escrito por StartupiO post Trajetória de 22 anos na mesma empresa contrapõe rotatividade no mercado de trabalho brasileiro apareceu primeiro em Startupi.