A prisioneira Christa Pike, de 50 anos, apresentou avanços na recuperação após sobreviver a uma tentativa malsucedida de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos. As informações foram divulgadas pelo TMZ nesta quarta-feira (21).Apesar da melhora física e na capacidade de comunicação, os médicos ainda monitoram possíveis danos cognitivos e psicológicos decorrentes do procedimento. Um advogado de Christa afirmou ao veículo que ela continua evoluindo fisicamente e já consegue caminhar por conta própria. A fala da detenta também apresentou melhora, e ela agora consegue se comunicar com mais clareza e formular frases completas.[jms-related-posts ids="1301517,1302120"]No entanto, ainda não é possível determinar a extensão de possíveis sequelas a longo prazo. Segundo o advogado, as funções cognitivas e psicológicas de Christa continuam sendo monitoradas, e pode levar mais um mês ou até mais tempo para que os profissionais tenham uma avaliação mais precisa de seu quadro.A atualização representa um avanço importante na recuperação de Pike, que ficou inicialmente inconsciente após sobreviver a duas doses de substâncias letais administradas durante a tentativa de execução, em 30 de setembro. Christa voltou a caminhar e falar após recuperar a consciência, porém, seus advogados relataram que ela enfrentava episódios de confusão mental, problemas de memória e lesões físicas significativas.[anuncio]A recuperação da detenta também ocorre em meio a questionamentos sobre a resposta dos serviços de emergência após o procedimento malsucedido. Gravações de ligações para o serviço 911 (serviço de emergência dos EUA), revelaram que as autoridades penitenciárias levaram 31 minutos para confirmar que o pedido de assistência médica era legítimo. A demora ocorreu após uma confusão entre funcionários da prisão e profissionais dos serviços de emergência, que tentavam verificar a veracidade do chamado.Após ser hospitalizada, Christa Pike recebeu alta e retornou à prisão, onde continua recebendo atendimento médico.[caption id="attachment_1298207" align="aligncenter" width="617"] Christa Pike já concedeu entrevistas admitindo o crime. (Foto: Reprodução/Inside Edition)[/caption]Entenda o caso de Christa PikeChrista Pike foi condenada à morte no Tennessee, nos Estados Unidos, pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Na época, Pike tinha 18 anos e foi considerada culpada de torturar e matar a jovem com a participação de seu então namorado. Ela seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos, mas sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal em 30 de setembro, na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville.[anuncio]Segundo seus advogados, Pike recebeu duas doses de pentobarbital durante o procedimento, no qual teriam sido utilizadas pelo menos sete agulhas. Uma delas teria saído de seu braço. Após sobreviver à tentativa, ela foi levada ao hospital em estado crítico.Durante a internação, a detenta apresentou sinais de recuperação e chegou a caminhar pelo quarto. No dia 10, seus advogados confirmaram à revista People que ela recebeu alta e retornou ao Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, onde permanece presa. De acordo com a equipe jurídica, ela continuará recebendo cuidados médicos na unidade.