Waack: Factoides agitam a campanha, mas fatos cobram a conta

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Factoide é um acontecimento criado para chamar a atenção, muito usado no marketing político. Criam sensações efêmeras. Em geral, tenta-se factoides faltando pouco para uma votação.É nisso que se encaixa o desafio de quebrar sigilos fiscais, bancários e telefônicos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou e ao qual Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aderiu.O leilão de promessas na atual campanha em parte é composto de factóides, por serem apenas promessas de difícil execução, ou coisas para daqui muito tempo – quando ninguém mais se lembra do que era. Leia Mais Lula entrega autorização sobre sigilos hoje; PL vê isca e pretende ignorar Lula usa quebra de sigilos e Bolsa Família para pôr Flávio na defensiva Flávio reage a Lula e cobra sigilos de Marcola e gastos com Janja É diferente quando são criados fatos em campanha eleitoral. Lula criou vários, que terão consequências sérias não importa quem seja o vencedor domingo (25). Por óbvio, Flávio Bolsonaro não tem como criar os mesmos fatos que Lula.Eles são uma série de benesses eleitorais que romperam os limites, tênues, que balizavam a distribuição de dinheiro público para comprar votos. No mais recente deles, Lula quer tomar do Congresso o dinheiro para implantar passe livre em fins de semana.Tirando dos parlamentares 25% das preciosas emendas deles, para Lula capitalizar em cima eleitoralmente.Alguém acha que isso vai acontecer? Em outras palavras, é um factoide.Tudo bem quando factoide vira apenas jogo de truco entre os candidatos. O problema é jogo de truco com o dinheiro do contribuinte.