GPA (PCAR3) avança na recuperação extrajudicial e inicia prazo para novos recursos e emissão de debêntures

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O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, informou ao mercado nesta quarta-feira (21) que foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN), em 20 de outubro de 2026, a sentença que homologou seu plano de recuperação extrajudicial.A decisão havia sido proferida em 7 de outubro de 2026 pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e confirma o plano apresentado pela companhia, com aditamento em 5 de maio de 2026.De acordo com o GPA, a data da publicação da sentença no DJEN passa a ser a “data de homologação” do plano, marco a partir do qual começam a correr prazos previstos no processo de reestruturação. Entre eles, estão até 30 dias corridos para a disponibilização de novos recursos pelos credores que optaram por aportá-los, também até 30 dias para o aditamento de instrumentos por credores com créditos em moeda estrangeira que escolheram essa opção e até 60 dias para emissão e entrega das novas debêntures das séries A e B.Para viabilizar a substituição dos títulos atualmente detidos por credores, a B3 seguirá com os procedimentos de bloqueio dos papéis enquadrados como “Créditos Sujeitos – Mercado de Capitais”. A lista inclui as debêntures da 18ª e da 20ª emissões da companhia, além dos CRIs da 1ª e da 2ª séries da 80ª emissão da Virgo Companhia de Securitização. Uma vez bloqueados, esses ativos não poderão ser negociados, transferidos ou cedidos até a troca pelas novas debêntures.Recuperação extrajudicial do GPAEm março deste ano, o GPA entrou com pedido de recuperação extrajudicial, com cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas para renegociação.Diferentemente da recuperação judicial, a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores.A ideia não é levar à Justiça a recuperação, mas chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores. Dessa maneira, o processo tende a ser mais rápido, menos burocrático e mais barato que a recuperação judicial, focado no acordo voluntário para reestruturar passivos.O mercado já vinha monitorando uma pressão financeira relacionada a vencimentos de curto prazo. Antes do pedido, o GPA chegou a anunciar a contratação de consultores para auxiliar na busca de alternativas para a melhoria do perfil do endividamento.