Sistema que isola células com defeito aumenta vida útil de baterias de carros elétricos em 20%

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Uma das maiores entraves na adoção em massa de carros elétricos é a preocupação com a degradação das baterias ao longo dos anos. Com o objetivo de contornar a queda de capacidade e adiar o alto custo de reposição, pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, desenvolveram uma arquitetura inteligente de gerenciamento capaz de isolar células de bateria defeituosas. Isso seria capaz de estender a vida útil de toda a bateria em até 20%.O que precisa ser diferente em oficinas de carros elétricos e híbridosAs baterias de carros elétricos são compostas por várias células, que podem estar separadas em módulos ou não. Esse conjunto funciona de maneira interligada, e uma única célula com defeito ou capacidade reduzida obriga o módulo inteiro a nivelar seu desempenho por baixo, reduzindo a autonomia geral do carro elétrico.O estudo sueco atua sob uma lógica de “seleção natural” para evitar o contágio: o sistema reconfigura as conexões eletrônicas para desviar das células desgastadas, extraindo força e recarregando somente os elementos que ainda estão perfeitamente saudáveis. Continua após a publicidadeAs células da bateria são interligadas em série e em paraleloDivulgação/Quatro RodasDesta forma, o módulo de controle eletrônico do carro seria capaz de resolver falhas pontuais sem exigir uma intervenção técnica ou a troca de toda a bateria. Essa arquitetura de comunicação complexa tende a elevar os custos iniciais de fabricação, mas as estimativas de redução no custo total de propriedade sugerem viabilidade econômica em ganho de escala, especialmente para frotistas. Continua após a publicidade Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Também haveria ganhos em sustentabilidade, já que a solução evita a reciclagem e a retirada prematura de materiais críticos antes que a bateria esgote de fato sua utilidade. Continua após a publicidadeGanho de longevidade na práticaEmbora o cenário ideal aponte um ganho total de longevidade de 20%, estimativas conservadoras dos universitários suecos já indicam uma boa vantagem. Usando como exemplo um elétrico equipado com bateria de 80 kWh que percorre em média 12.000 km anuais, a durabilidade projetada de 10 anos ganharia um fôlego extra de 14 meses e 14.000 km adicionais de asfalto.A solução de seleção inteligente das células está em fase experimental em laboratório e ainda depende da aprovação de custos de montadoras para entrar em produção. De olho nos temores pós-garantia de oito anos,  o controle de células seria uma alternativa palpável para a próxima geração de elétricos ter durabilidade maior. Publicidade