O 7 de Setembro voltou ao centro da campanha presidencial nesta segunda-feira (7), quatro anos depois de a mesma data ter resultado em uma das condenações eleitorais de Jair Bolsonaro (PL).Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que Bolsonaro e o então candidato a vice, Walter Braga Netto, usaram as comemorações oficiais do Bicentenário da Independência, em Brasília e no Rio de Janeiro, em benefício da chapa que disputava a eleição de 2022.Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completoO problema identificado pela Justiça Eleitoral não foi a presença dos candidatos em manifestações, nem a realização de discursos políticos no feriado. O que pesou foi a utilização de estrutura, serviços e recursos públicos em eventos que, segundo a maioria do tribunal, acabaram incorporados à campanha eleitoral.Por 5 votos a 2, o TSE condenou Bolsonaro e Braga Netto por abuso de poder político e econômico. Ambos foram declarados inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2022. Também receberam multas por conduta vedada de R$ 425,6 mil para Bolsonaro e R$ 212,8 mil para Braga Netto.Leia tambémLula e Flávio medem forças no 7 de Setembro com atos em Brasília e São PauloPresidente participa de desfile oficial em Brasília; candidato do PL vai à Paulista em ato que pretende reunir 100 mil pessoasMinas vira o “swing state” brasileiro em eleição apertada entre Lula e FlávioEmpate presidencial, voto cruzado e força de Cleitinho colocam o estado no centro da disputaBolsonaro, porém, já estava inelegível desde junho de 2023, por outra condenação, relacionada à reunião com embaixadores realizada no Palácio da Alvorada em 2022. Como os períodos não foram somados, a segunda decisão manteve o prazo de oito anos contado a partir daquele pleito.Onde Bolsonaro cruzou a linha, segundo o TSENa manhã de 7 de setembro de 2022, Bolsonaro participou do desfile oficial na Esplanada dos Ministérios como presidente da República. Na sequência, seguiu para um ato eleitoral realizado em um trio elétrico nas proximidades.À tarde, viajou em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para o Rio de Janeiro. Depois de participar da programação do Bicentenário em Copacabana, voltou a discursar em um trio elétrico.Para a maioria do TSE, a sequência dos eventos aproximou de maneira irregular a estrutura da Presidência e das comemorações oficiais da campanha pela reeleição.Ao votar pela condenação, Alexandre de Moraes afirmou que houve uma “fusão entre ato oficial institucional e ato eleitoral”. Cármen Lúcia também considerou que o aparato público havia sido utilizado em benefício da candidatura.O TSE apontou ainda que Bolsonaro havia convocado apoiadores para as comemorações e que o roteiro dos eventos aproximava os atos cívico-militares das manifestações eleitorais. A Corte determinou que o caso fosse comunicado ao Tribunal de Contas da União (TCU) diante da constatação de desvio de finalidade eleitoral no emprego de bens, recursos e serviços públicos.The post Por que o 7 de Setembro de 2022 deixou Bolsonaro inelegível? Entenda appeared first on InfoMoney.