A construtora e incorporadora Tenda (TEND3), voltada ao segmento de baixa renda, passou a integrar o principal índice da bolsa de valores brasileira. A companhia é a novidade da carteira do Ibovespa, que entrou em vigor nesta terça-feira (8) e reúne os papéis que serão acompanhados pelo mercado até o final de dezembro.O ingresso já era aguardado: a ação TEND3, que acumula alta de quase 50% desde o início de 2026, apareceu nas três prévias divulgadas pela B3 ao longo do mês de agosto.Para dar lugar à nova integrante, o Ibovespa retirou de sua composição os papéis de PetroReconcavo (RECV3) e da SLC Agrícola (SLCE3).Com o rebalanceamento, a carteira passa a reunir 76 papéis de 75 empresas brasileiras. O principal índice da bolsa brasileiraA cada quatro meses, a B3 revisa a composição do Ibovespa e ajusta os ativos que fazem parte do índice. A ideia é que a carteira represente o desempenho dos papéis mais relevantes e negociados do mercado acionário brasileiro. Para entrar no Ibovespa, as empresas precisam atender a uma série de critérios, que incluem volume de negociação, liquidez e situação da companhia.Empresas em recuperação judicial e penny stocks — ações negociadas abaixo de R$ 1 —, por exemplo, não são elegíveis. As ações que pesam mais no Ibovespa Apesar da mudança no “elenco”, o topo da carteira do Ibovespa praticamente não mudou. Houve apenas ajustes nas participações teóricas dos papéis, mantendo Vale, Itaú e Petrobras entre as maiores influências sobre o desempenho do índice. Na nova composição, os cinco ativos de maior peso teórico do Ibovespa são: Vale ON (VALE3): 11,16% Itaú Unibanco PN (ITUB4): 8,614% Petrobras PN (PETR4): 7,999% Petrobras ON (PETR3): 4,889% Axia Energia ON (AXIA3): 4,849% Os pesos são importantes porque ajudam a determinar quanto cada ação influencia as oscilações do Ibovespa.