Greve dos bancários da Caixa e BB em Minas começa nesta quinta (10/9)

Wait 5 sec.

Belo Horizonte – Primeiro movimento da greve dos bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) está marcado para esta quinta-feira (10/9) em frente à Agência Século da Caixa, que fica na Rua Carijós, 218, no Centro de BH. O aviso de greve já foi formalizado, cumprindo os procedimentos legais, de acordo com o Sindicato que representa a categoria em Belo Horizonte e Região Metropolitana.A greve por tempo indeterminado a partir desta quinta foi decidida após 13 rodadas de negociações. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi rejeitada pelo sindicato que representa a categoria.As agências dos bancos deverão permanecer fechadas e as empresas oferecem aos clientes o atendimento on-line, por app ou telefone como alternativas.A proposta foi rejeitada por 93,5% dos funcionários da Caixa e por 81% dos trabalhadores do BB. Na mesma votação, a greve foi aprovada na Caixa por 68,2% e por 47,1% dos funcionários do BB.Os funcionários dos bancos particulares aceitaram a proposta apresentada e seus funcionários não participarão da greve.A concentração será por volta das 10h e pretende chamar a atenção da população para as reivindicações da categoria. Leia também BrasilDinheiro esquecido por brasileiros em bancos sobe para R$ 5,6 bilhões Minas GeraisBancários da Caixa e do BB rejeitam acordo e confirmam greve em MG Retomada das negociaçõesO Sindicato dos Bancários informou que o BB confirmou a retomada das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, com reunião marcada para a tarde desta terça-feira (8/9).A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) Fernanda Lopes afirmou que a volta das negociações atende decisão tomada nas assembleias.“As assembleias aprovaram a reabertura das negociações e a Contraf-CUT imediatamente encaminhou o pedido ao banco. O Banco do Brasil respondeu e teremos uma nova rodada nesta terça-feira. Vamos retomar as discussões com disposição para avançar nas reivindicações dos funcionários”, afirmou a dirigente.Respostas dos bancosTanto a Caixa quanto o BB enviaram nota ao Metrópoles com posicionamentos em relação à greve.A Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades que representam os empregados e pretende se empenhar para uma solução.“A CAIXA informa que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade”, diz nota.O Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única da Fenaban, na qual são discutidas as questões gerais da categoria bancária, como o índice de reajuste e também possui mesa específica com as entidades sindicais e que já foram realizadas várias negociações.“O Banco do Brasil participa da mesa única da Fenaban, com participação de todos os bancos, nas quais são debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste. Além disso, o Banco possui uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB. Para a data base de 2026, foram realizadas diversas rodadas de negociação. O desdobramento das assembleias seguirá em discussão pelo setor, evidenciando o diálogo e transparência do processo”, diz nota.Além disso, o banco colocou alternativas para os clientes.“De forma alternativa, clientes BB contam com atendimento via App, Internet Banking, Correspondentes Bancários e Central de Relacionamento pelo telefone 4001-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do Whatsapp (4001-0001)”, cita nota.Bancos privados aprovaram propostaEm relação aos bancos privados, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aprovada por 67,3% contra 29,6% que foram contrários. As abstenções foram de 3,1%.De acordo com a proposta aprovada, haverá reajuste que repõe a inflação (INPC) mais 0,6% por dois anos (2026 e 2027) nos salários, vales PLR e todas as demais verbas. Também foram aprovadas cláusulas referente à proteção da categoria na Convenção Coletiva de Trabalho como saúde mental, combate ao assédio, monitoramento digital, direito à desconexão, programas de indenização, qualificação e recolocação e proteção da unidade nacional.