Ex-ministros do STF pedem a Fachin "apuração rigososa" sobre crise na Corte

Wait 5 sec.

Um grupo de 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma carta, nessa segunda-feira (7/9), na qual pedem ao presidente da Corte, Edson Fachin, que haja uma “apuração rigososa” sobre a crise envolvendo integrantes do colegiado.Os ministros aposentados qualificam a crise como a “mais aguda” da história do STF. Ao mesmo tempo, eles afirmam ter “absoluta convicção” de que Fachin vai levar o caso ao plenário. O documento diz o seguinte:“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas.”Entre os 13 ex-ministros que assinam o documento, estão: Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.Entenda a crise no STFA crise no STF foi deflagrada após a retirada do sigilo de parte das investigações da Polícia Federal (PF) sobre o caso Master, na qual o ministro Alexandre de Moraes aparece trocando mensagens com Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.Em uma das mensagens, três dias antes de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025, Vorcaro disse a Moraes que tinha a “gratidão” de uma vida ao ministro.“Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda a minha família, funcionários, parceiros e amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo”, escreveu Vorcaro.A retirada do sigilo foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo. Como retaliação, Moraes incluiu no Inquérito das Fake News um pedido a Fachin para que fosse instauarada uma investigação contra o colega.Aos olhos de Moraes, Mendonça teria cometido abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade. A troca de acusações entre os dois ministros acirrou a crise na Corte.Dias depois, veio à tona a informação de que Mendonça teve ao menos um encontro com Vorcaro. Ele confirmou, na última quarta-feira (2/9), que os dois estiveram juntos em uma reunião de aproximadamente duas horas no dia 14 de março de 2025, em São Paulo.