O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira (11) após a forte alta da véspera, em uma possível correção. Durante a semana, porém, a commodity registrou avanço de mais de 9% do Brent, com o agravamento das tensões entre os houthis do Iêmen, aliados do Irã, e a Arábia Saudita. Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro fechou o dia em queda de 2,81%, a US$ 104,61 o barril. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "UKOIL", "UKOIL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "54d2b9d"} ); Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro cedeu 2,3%, a US$ 100,05 o barril.Na semana, o Brent saltou 9,37%, enquanto o WTI disparou 8,65%. Alívio no petróleoOs houthis chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim, em Bab al-Mandeb, em um avanço que pode ampliar o controle sobre a rota marítima. Forças do governo iemenita teriam se retirado da ilha, segundo a agência de notícias Reuters, enquanto os houthis também tomaram Dhubab, no Mar Vermelho.Em resposta, mais de 100 conselheiros militares dos EUA estão na Arábia Saudita fornecendo inteligência e apoio estratégico na definição de alvos contra os houthis, informou a CNN.Ministros das Relações Exteriores do Golfo devem se reunir com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, em Omã na segunda-feira (14), conforme reportado pelo Financial Times, em tentativa de obter um acordo temporário para a navegação em Ormuz.Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a escassez no mercado de produtos refinados é mais grave, clasificando o choque da oferta de petróleo bruto como “insignificante” em comparação com produtos como diesel e gasolina. A entidade, em relatório, espera novas quedas acentuadas no consumo e na oferta mundial da commodity neste ano. Para o analista da Raymond James Pavel Molchanov, os dados da AIE sobre a demanda de petróleo colocam as perdas em pé de igualdade com os declínios combinados de 2008/09 durante a crise financeira global. “Uma parte da destruição dessa demanda pode ser permanente”, alerta ele.Com a vulnerabilidade da oferta global de petróleo e a disparada dos preços de combustíveis no radar, o governo dos EUA estuda uma legislação de defesa para aumentar a capacidade de refino da commodity no país, de acordo com a Reuters.