Distribuidora de Dark Horse diz que ação da PF deixa público mais ansioso

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O diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa, afirmou à coluna nesta sexta-feira (10/9) que a ação da Polícia Federal, que apura os recursos utilizados para bancar o filme “Dark Horse”, pode aumentar a expectativa em torno da produção.Para Feitosa, a repercussão do caso pode, inclusive, despertar ainda mais a curiosidade de quem já tinha interesse em assistir ao filme.4 imagensFechar modal.1 de 4Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair BolsonaroReprodução2 de 4Cena de filme de Bolsonaro é alvo de investigação da PF Reprodução3 de 4Ao defender ação da PF, Dino cita possível elo com o PCC no caso Dark HorseReprodução/Redes Sociais4 de 4O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark HorseGo Up Entertainment/Reprodução“Acho que as pessoas que têm interesse em ver o filme só vão ficar mais ansiosas para ver”, afirmou.À coluna, o diretor-geral negou que a Europa Filmes tenha suspendido o lançamento da produção. Segundo ele, a estreia nunca chegou a ter uma data definida.“Eu não suspendi, porque também não marquei data de lançamento. Então, não poderia ter suspendido. Eu vi um post desse em uma rede social, mas o que eu vi era fake news”, disse.Feitosa afirmou, no entanto, que considera prudente aguardar o desfecho das investigações antes de definir uma data para o lançamento.“Acho prudente, né? Tem que ver o rumo que vai tomar tudo isso”, declarou.O que a PF investigaA Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro público para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A apuração mira principalmente o deputado Mario Frias, que participou da produção, e a empresária Karina Gama, ligada à produtora do longa.A suspeita central é que R$ 2 milhões ememendas parlamentares destinadas por Mario Frias a entidades ligadas a KarinaGama tenham sido desviados ou usados de maneira irregular.Segundo a PF, o dinheiro teria passado por empresas e entidades e, posteriormente, parte teria chegado à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse. A investigação também aponta suspeitas decontratos simulados, falsidade documental, lavagem de dinheiro, peculato eorganização criminosa.Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos estavam Mario Frias e Karina Gama.O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação e determinou, entre outras medidas, que os investigados não deixassem o país nem mantivessem contato entre si.