O diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues negou que a corporação tenha monitorado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e afirmou que o relatório enviado a Alexandre de Moraes sobre o ministro foi cumprimento de ordem judicial e não é ilegal.A declaração foi feita em documento enviado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira (11). Alegação de MendonçaO ministro André Mendonça afirmou na terça-feira (8) que foi monitorado por mais de um mês pela inteligência da Polícia Federal. Segundo ele, ao menos seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto com informações sobre sua atuação e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias.Na decisão de terça-feira, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial.“Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da polícia federal”Ministro André Mendonça na decisãoDe acordo com o magistrado, os relatórios registravam análises sobre decisões judiciais e relações institucionais. Um dos documentos, segundo Mendonça, indicava que a cadeia de informações tinha baixa confiança, mas autorizava “monitoramento e coleta dirigida” sobre ele e Messias.Mendonça também afirmou que o material chegou ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a decisão, o encaminhamento dos documentos foi feito por Andrei Rodrigues em 1º de setembro.