Guilherme Astolphi: de jovem aprendiz no Fórum à Procuradoria de Mirandópolis

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Foto: Eduardo MustafaNascido e criado em Mirandópolis, Guilherme Astolphi teve o primeiro contato com o Direito ainda no Ensino Médio, quando conseguiu uma oportunidade como jovem aprendiz no Fórum. A experiência, somada à influência da irmã, hoje defensora pública, ajudou a definir o caminho profissional que seguiria nos anos seguintes. Formado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), passou por diferentes estágios e atuou por mais de quatro anos na advocacia privada até receber, em julho de 2024, o convite para integrar a Procuradoria dos Negócios Jurídicos da Prefeitura de Mirandópolis. Nesta Entrevista da Semana, Guilherme fala sobre sua trajetória, os desafios do Direito Público e a decisão de construir sua carreira na cidade onde nasceu.Como foi sua infância?Nasci em 1994, em Mirandópolis. Minha mãe é a Maria Astolphi, meu pai é o Moacir e tenho uma irmã mais velha, a Fernanda. Cresci aqui, no bairro Colina Verde. Tive uma infância muito rodeada por futebol e frequentava bastante o Clubinho da Prefeitura.Quando surgiu seu interesse pelo Direito?Acho que o maior incentivo veio justamente do estágio que fiz ainda no terceiro colegial. Estudei no Marilena até o segundo ano e fui para o Noêmia Dias Perotti no terceiro porque queria fazer estágio no Fórum e, na época, o Marilena não tinha convênio com o CIEE. Tive a oportunidade de ser jovem aprendiz na Segunda Vara Cível e isso foi muito importante. Lembro das procuradoras que eu via trabalhando, como a Maria Cristina e a Ana Paula. Elas já estavam lá naquela época e hoje trabalhamos juntos. Também tive muita influência da minha irmã, que seguiu a carreira jurídica e hoje é defensora pública em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul.Sua irmã teve um papel importante nessa escolha?Com certeza. Nós temos cinco anos de diferença e ela se mudou muito nova para o Mato Grosso do Sul, antes dos 20 anos. Acabou ficando por lá. Comecei a faculdade na Toledo, em 2013, mas foi também por incentivo dela que decidi me transferir para a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Morei com ela por um período e fiz estágio no Fórum de Três Lagoas. Essa convivência e o exemplo dela tiveram bastante influência na minha trajetória.E como começou sua trajetória na advocacia?Pensando em me preparar para a carreira, comecei uma espécie de estágio no escritório Rizolli Dejavite. Naquele momento, não tinha planos de sair de Mirandópolis. Em 2019, passei na prova da OAB. Fiz o pedido de inscrição justamente no dia do meu aniversário e fiquei aguardando a carteira chegar. Em 2020, já no começo da pandemia, comecei a trabalhar no escritório como advogado associado. Foi um lugar em que aprendi muito e tive muitas oportunidades. Os sócios eram Jean Camacho, Sidneia, Altair Dejavite e João Rizolli. Trabalhei praticamente em todas as áreas, principalmente Direito Administrativo, Criminal, Cível e Trabalhista. Previdenciário foi a área com a qual tive menos contato. Fiquei lá até julho de 2024. Foi quando comecei na Procuradoria dos Negócios Jurídicos do Município de Mirandópolis. Minha portaria saiu no dia 31 de julho.Guilherme Astolphi, procurador Jurídico da Prefeitura de Mirandópolis. Foto: Eduardo MustafaComo surgiu esse convite?O convite veio do prefeito Grampola, que foi até o escritório procurando uma indicação. Na época, o Altair era presidente da OAB e o João era conselheiro estadual da Seccional da OAB de São Paulo. Acabei sendo indicado com esse respaldo da OAB. Foi uma surpresa. Minha família não tem nenhuma influência política, apesar de todos serem daqui. Mesmo assim, quando surgiu a oportunidade, aceitei de primeira.Você teve alguma dúvida antes de aceitar?A maior dúvida foi porque estávamos em período eleitoral e existia uma incerteza natural sobre o que poderia acontecer. Mas isso não chegou a me causar receio. Minha preocupação maior era pausar minha carreira como advogado. O Estatuto da OAB impede o procurador de exercer a advocacia fora do ente público. Então eu sabia que teria de parar e, caso saísse futuramente, pensar em como seria retomar essa carreira. Por outro lado, quanto à experiência profissional, não tive dúvidas. Sabia que seria uma oportunidade muito grande. E realmente não tinha como mensurar o quanto aprenderia, porque existem coisas que você só aprende quando começa a trabalhar na área.Olhando para sua trajetória até aqui, quem foi importante nesse caminho?Tenho muita gente a agradecer. Ao Altair e ao João, pela oportunidade e por terem enxergado meu trabalho; ao prefeito, pela oportunidade de estar na Procuradoria; e principalmente à minha irmã, por toda a influência e incentivo que sempre me deu. Também agradeço muito aos meus pais. Nenhum dos dois é graduado, mas eles sempre deram enorme valor aos estudos e fizeram questão de incentivar os filhos. Meu pai ainda trabalha na usina como soldador e a minha mãe trabalha no Noêmia, como agente de organização escolar. Muito do que consegui construir veio desse incentivo que tivemos dentro de casa.O post Guilherme Astolphi: de jovem aprendiz no Fórum à Procuradoria de Mirandópolis apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.