A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto não deve alterar a estratégia em relação ao filme “Dark Horse” após vir à tona, nesta sexta-feira (11), a informação de que o senador está na lista de investigados do caso. A equipe, inclusive, deve apoiar a quebra de sigilo da investigação.A coluna conversou com o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL), que confirmou a estratégia. Para ele, não há fato novo no caso. A avaliação interna é de que essa condição já era de conhecimento da equipe antes da queda do sigilo.A orientação é que Flávio, aliados e auxiliares continuem apontando que toda a relação do senador com Daniel Vorcaro ocorreu em torno de um pedido de investimento privado para a produção do filme, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ideia, segundo Marinho, é reforçar que Flávio apenas pediu o patrocínio para a produção.Dentro dessa estratégia, a campanha também deve passar a defender a quebra de sigilo de outros inquéritos, como os das Fake News e do INSS. Auxiliares querem buscar elementos que possam surgir a partir de eventuais novas quebras de sigilo e que possam ser usados contra o governo Lula e pessoas próximas.A campanha também pretende destacar que os envolvidos vêm colaborando com os fatos e com as investigações. “A produtora voluntariamente já entregou o sigilo fiscal bancário e 25.000 documentos contábeis ao relator do inquérito [Mendonça]”, afirmou Marinho à Jovem Pan.Como mostrou a coluna, a equipe de Flávio já vinha monitorando a possibilidade do que os integrantes vêm chamando de “revanche” no Supremo Tribunal Federal (STF). O elemento considerado surpresa, agora, foi o fato de o inquérito ter sido autorizado por André Mendonça, ministro indicado por Jair Bolsonaro e que vinha sendo enaltecido nas últimas declarações e manifestações do grupo.Para pessoas próximas ao senador, o problema, no entanto, é que a tese de interferência política pode cair. Fontes afirmam que a autorização por Mendonça enfraquece argumentos anteriores da campanha de que acusações contra Flávio estariam sendo autorizadas pelo ministro Flávio Dino, indicado pelo presidente Lula.Apesar disso, a avaliação interna é de que o episódio pode provocar algum desgaste eleitoral para Flávio, mas que ainda há tempo para uma reversão do cenário.