O contrato mais líquido do ouro fechou perto da estabilidade nesta sexta-feira (11) após as perdas da véspera, reagindo à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de agosto dos Estados Unidos e às perspectivas de aumentos de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).Na quinta-feira, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, também avançaram, reduzindo a atratividade do ouro. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,03%, a US$ 4.408,9 por onça-troy.Já a prata para o mesmo mês subiu 0,40%, a US$ 65,18 por onça-troy.Na semana, o ouro e a prata recuaram 1,5% e 2,3%, respectivamente.O que mexeu com o ouro hoje?Mais cedo, o metal dourado a avançar com o recuo do petróleo, mas logo passou operar com volatilidade. O CPI de agosto veio em linha com o esperado, com exceção do núcleo mensal, que veio acima das expectativas.O dado consolidou as apostas de que o Fed irá realizar um aperto monetário na próxima semana, com previsão de 86,3% de alta nos juros pelo Federal Reserve na próxima semana após os dados da inflação ao produtor e consumidor, segundo a ferramenta Fed Watch do CME Group.O ouro enfrenta uma combinação de fatores negativos, impulsionados principalmente pela falta de um horizonte de curto prazo para a resolução da guerra no Oriente Médio, juntamente com altos riscos de escalada que alimentam ondas de aumento nos rendimentos de títulos globalmente, diz Samer Hasn, da XS.com.Apesar disso, o Goldman Sachs prevê que o metal precioso ampliará ganhos no segundo semestre, mesmo que o uso crescente de alguns derivativos vinculados ao metal possa estar tornando os preços mais voláteis.O banco espera que o preço suba para US$ 4.900 por onça-troy até o final do ano. No fim de agosto, o ouro registrou alta de 15% em relação à sua mínima de meados de julho, relembra a casa.