Eduardo Bolsonaro diz que irá a Washington discutir Lei Magnitsky contra Moraes

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (11) que irá a Washington na próxima semana para discutir a retomada da possibilidade de aplicação de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).A Lei Magnitsky é um instrumento de sanção usado pelos Estados Unidos para impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de envolvimento em violações de direitos humanos.A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal Comunica Brasil. Eduardo não detalhou com quem pretende se reunir na capital dos Estados Unidos. A afirmação de que seriam integrantes do governo Donald Trump partiu do apresentador da transmissão, e não do ex-parlamentar.Leia tambémMoraes pede a Fachin retirada de todo sigilo sobre caso Master sem ‘escolha seletiva’Moraes requer ainda que sua solicitação para investigar possível atuação irregular de Mendonça na condução dos inquéritos do Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)STF julga nesta sexta recurso apresentado pela defesa de Eduardo BolsonaroA análise ocorre em plenário virtual desde às 11h da manhã e seguirá até a próxima sexta-feira (18)“Semana que vem estou indo a Washington DC para conversar com algumas pessoas muito interessantes para reanimar, reaver a possibilidade da gente ter uma Magnitsky Moraes”, afirmou.Eduardo também disse enxergar uma “convergência de interesses” para aumentar a pressão sobre Moraes e afirmou haver possibilidade de o ministro deixar o Supremo. “Não é algo fácil, mas ainda assim há essa possibilidade”, disse.As declarações ocorrem após o ministro André Mendonça, a pedido do presidente do STF, Edson Fachin, derrubar parcialmente o sigilo do inquérito que apura fraudes envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de outros 14 processos relacionados. A medida não tornou pública a íntegra das investigações e manteve sob sigilo informações sobre diligências que ainda precisam ser preservadas.Na entrevista, Eduardo atribuiu a mudança no ambiente em torno de Moraes a uma reação de setores da imprensa e afirmou que parte dos veículos teria feito “vista grossa” anteriormente para supostos abusos do ministro por atingirem Jair Bolsonaro. As acusações são de Eduardo.O ex-parlamentar, foragido nos EUA, também vinculou a crise no Supremo à disputa presidencial e afirmou que ela pode beneficiar a candidatura do irmão, Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, tornou-se difícil “descolar a imagem do Lula ao STF” e há uma “grande possibilidade” de mudança no cenário eleitoral já no primeiro turno.A Polícia Federal aponta, em investigação relacionada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, que Eduardo teria orientado como os recursos destinados ao projeto seriam geridos nos Estados Unidos. Segundo a corporação, o fundo Havengate, sediado no Texas e administrado pelo advogado Paulo Calixto, recebeu cerca de R$ 61 milhões (US$ 10,6 milhões) do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. É a mesma apuração cujo sigilo foi parcialmente derrubado nesta semana.Eduardo nega irregularidades e afirma que apenas cedeu direitos de imagem para o filme e que se mantém com reservas próprias e doações do pai. Ele foi condenado em 16 de junho de 2026 a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo, pela atuação junto ao governo de Donald Trump para pressionar o STF, o que o tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa.O ex-deputado vive foragido nos Estados Unidos, e o recurso da defesa contra a condenação dele está em julgamento no plenário virtual da Primeira Turma, sob relatoria de Moraes, entre 11 e 18 de setembro.The post Eduardo Bolsonaro diz que irá a Washington discutir Lei Magnitsky contra Moraes appeared first on InfoMoney.