O regresso às aulas pode começar com uma mochila nova, mas nem todas as famílias têm condições para a encher. Foi para responder a essa realidade que a TP em Portugal e o Lisbon Project renovaram, em 2026, a parceria que têm mantido ao longo dos últimos anos. A campanha ‘Back-to-School’ apoiou este ano 100 crianças de famílias migrantes e refugiadas em situação de maior vulnerabilidade.A iniciativa teve o seu momento central a 5 de setembro, nas instalações do Lisbon Project, em Lisboa, num encontro que reuniu cerca de 200 pessoas, entre crianças, famílias, voluntários da empresa e parceiros da organização.Ao longo do dia, foram preparados e entregues kits escolares com mochilas, cadernos, materiais de artes e outros bens necessários para o novo ano letivo. Os materiais resultaram de donativos dos colaboradores da TP em Portugal, complementados pelo apoio da empresa.Mas a iniciativa não ficou limitada ao material escolar. O encontro incluiu também uma componente dedicada à segurança digital, através da masterclass Safer Together, dinamizada por especialistas da área de Trust & Safety da TP em Portugal.As sessões, que deverão ficar brevemente disponíveis de forma gratuita para pais e cuidadores, procuram dar ferramentas para lidar com alguns dos riscos a que crianças e jovens estão expostos no ambiente digital. Entre os temas abordados estão o cyberbullying, o contacto com conteúdos inadequados, o grooming, os limites de utilização e os controlos parentais.A campanha contou ainda com o envolvimento de parceiros tecnológicos da TP em Portugal, que doaram consolas de videojogos, equipamentos de entretenimento e material informático para o espaço comunitário do Lisbon Project. O objetivo é reforçar a inclusão digital e criar novas oportunidades de aprendizagem e lazer para a comunidade acompanhada pela organização, que tem mais de 7.400 beneficiários registados.Para Ana Sanches, vice-presidente executiva de Recursos Humanos da TP em Portugal, a iniciativa está ligada à própria diversidade da empresa, que reúne colaboradores de mais de 120 nacionalidades. «O talento não tem origem e merece encontrar oportunidades para poder ser um fator de diferenciação», afirma.A responsável considera que o apoio às crianças representa uma extensão do compromisso da empresa com a diversidade e a igualdade de oportunidades.Do lado do Lisbon Project, Gabriela Faria destaca a dimensão de pertença associada à iniciativa. «Vocês são bem-vindos, pertencem a este lugar e têm um papel importante a desempenhar», sublinha, defendendo que estas crianças não devem ser vistas apenas como beneficiárias do sistema educativo, mas também como futuros e atuais contribuidores da sociedade portuguesa.A parceria entre as duas organizações procura, assim, responder a necessidades imediatas, mas também criar condições para um acompanhamento que ultrapasse o início do ano escolar. Através dos seus programas de apoio académico e social, o Lisbon Project continuará a acompanhar as crianças e as respetivas famílias ao longo do ano letivo.A campanha ‘Back-to-School’ surge como mais um exemplo de colaboração entre empresas e organizações do terceiro setor para responder a desafios concretos de integração e inclusão, neste caso através da educação, do acesso a ferramentas digitais e do apoio direto às famílias.O conteúdo 100 crianças migrantes e refugiadas recebem apoio no regresso às aulas aparece primeiro em Revista Líder.