A sessão de terça-feira (15) do STF (Supremo Tribunal Federal) mobilizará um esquema de segurança especial da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Os arredores do prédio do Supremo contarão com o aumento do efetivo e outras medidas são preparadas para o dia.O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Rabelo Patury, disse à CNN que uma reunião entre as forças de segurança distritais e do STF foi realizada para alinhar o esquema que será usado no dia. Um novo encontro está marcado para esta segunda-feira para os ajustes finais. Leia mais Lula: Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico Produtora de Dark Horse gastou ao menos R$ 600 mil com hospedagens TSE nega 27 liminares em disputa de propaganda entre Lula e Flávio Os agentes de segurança avaliam todos os cenários. Em caso de manifestações, pode ocorrer o bloqueio na Praça dos Três Poderes ou controle parcial na Esplanada dos Ministérios. Caso contrário, será algo parecido com o julgamento do 8 de janeiro, com polícia ostensiva na praça e nos anexos, célula de inteligência presencial na Secretaria de Segurança Pública, drones na noite anterior e no dia 15, controle e avaliação dinâmica de perímetro em conjunto com a Polícia do STF.De acordo com Patury, o programa de câmeras espalhadas pela cidade para monitoramento, chamado de DF360, está realizando o reconhecimento de placas de carros e fazendo reconhecimento facial em alguns veículos.O secretário entende que essa é uma forma de prevenir eventuais manifestações que possam ocorrer no dia.“Não há manifestação confirmada. Apenas chamadas nas redes. Vamos replicar o que já fizemos em outras oportunidades, a exemplo do julgamento do 8 de janeiro. Aumentar a ostensividade, mapear eventuais movimentações pela inteligência e fazer bloqueios esporádicos na Esplanada, apenas em caso de necessidade. Eventuais aglomerações não autorizadas em frente ao STF será evitada por questões de segurança”, disse Patury.O presidente do STF, Edson Fachin, convocou a sessão com o objetivo de discutir a controvérsia em torno do relatório da Polícia Federal que reuniu registros de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros deverão decidir, entre outros pontos, se foi regular a ordem que levou ao aprofundamento da análise dos dados do celular de Vorcaro, se as informações obtidas a partir dessa medida podem ser aproveitadas e qual deve ser o destino dos elementos que envolvem Moraes.A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a anulação da decisão de Mendonça que determinou a identificação de interlocutores de Vorcaro. Segundo o órgão, a medida buscou elementos contra outro ministro do STF sem comunicação prévia à Presidência da Corte e sem análise do plenário. Para a Procuradoria, isso também invalida o material obtido.