Juiz de Fora – O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, nesta quarta-feira (9/9), indicar cinco ministros “contra o aborto” e “contra as drogas” para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. Durante ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, o parlamentar também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes e afirmou que “uma laranja podre não pode contaminar a mais alta Corte desse país”.3 imagensFechar modal.1 de 3Flávio Bolsonaro em Juiz de ForaSamuel Pancher/Metrópoles2 de 3Flávio em Juiz de ForaSamuel Pancher/Metrópoles3 de 3Avião que levou Flávio Bolsonaro (PL) pousou em Goianá, na Zona da Mata, na manhã desta quarta-feira (9/9)Samuel Pancher/ Metrópoles“Eu vou sentar naquela cadeira de presidente da República e vou colocar cinco ministros do Supremo. Homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, que defendam a Constituição, que não persigam adversários políticos…”, disse Flávio Bolsonaro.Ao falar sobre Moraes, Flávio disse que as coisas estão “invertidas no Brasil” e declarou que “o STF não é Alexandre de Moraes”, prometendo proteger a Corte dele. Leia também Minas GeraisFlávio Bolsonaro pede que Fachin suspenda decisão de Dino e convoque sessão Minas Gerais“Completar o trajeto que meu pai não conseguiu”, diz Flávio em Juiz de Fora BrasilFlávio critica decisão de Dino: “Brasil está sem presidente. Virou várzea” As declarações foram dadas durante agenda de campanha de Flávio em Juiz de Fora. O candidato participou de uma motociata e fez um ato no local onde o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sofreu um atentado a faca há oito anos.A poucas semanas do primeiro turno, Flávio tenta engajar o bolsonarismo recorrendo a homenagens ao pai e tentando recuperar marcas das corridas eleitorais de 2018 e 2022 e do governo Bolsonaro.“É sempre momento de reflexão e eu pretendo agora fazer um trajeto junto com os nossos aliados aqui, com o povo que tá aqui ao nosso lado eu possa completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar”, disse Flávio ao chegar.Flávio fez uma caminhada no cruzamento das ruas Batista de Oliveira e Halfeld. “Pai, eu sei que em algum momento você vai assistir a tudo que nós estamos fazendo aqui. Essa medalha é sua”, disse.“O ex-filiado ao Psol, aqui neste local, tentou matar o Jair Messias Bolsonaro com uma facada. Não tenho dúvida que um povo, mesmo depois de tudo isso, mesmo tendo um presidente agora preso injustamente, sem redes sociais, sem poder se comunicar, sem poder ver o seu filho, em primeiro de janeiro vai subir a rampa junto com Flávio Bolsonaro”, afirmou.Flávio discursou em cima de um trio elétrico e, em seguida, desceu para cumprimentar apoiadores que acompanhavam o ato.A visita estava prevista inicialmente para o começo da campanha eleitoral. Flávio iria a Juiz de Fora em 17 de agosto, um dia depois de abrir oficialmente sua corrida ao Palácio do Planalto com um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Aquela agenda em Minas, porém, foi cancelada por questões climáticas.Flávio pede que Fachin suspenda decisão de DinoMais cedo, Flávio Bolsonaro (PL) cobrou reação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, à decisão do ministro Flávio Dino que permitiu a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O parlamentar também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de instrumentalizar a corporação.“Espero, sinceramente, que o presidente do Supremo, Edson Fachin, imediatamente, hoje ainda, tome alguma decisão, começando por suspender essa liminar dada pelo Flávio Dino, e convoque imediatamente uma sessão plenária”, afirmou.A decisão de Dino derrubou determinação do ministro André Mendonça, que havia afastado Andrei na terça-feira (8/9). Dino defendeu que a controvérsia seja analisada pelo plenário do Supremo.Flávio também acusou Lula de usar a PF para perseguir adversários políticos. A corporação apura o destino de recursos enviados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).O candidato ainda acusou Dino e o ministro Cristiano Zanin de armarem uma “farsa” contra o pai e de tomarem decisões “ao arrepio do que diz a Constituição e do que diz a lei”.