Reunião sobre Moraes levaria a cisma pouco solucionável, diz especialista

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A sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal) marcada para a terça-feira (15), que deve discutir os indícios da relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pode nem chegar a acontecer. Essa é a avaliação de Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, ao WW.Cisma difícil de resolverLeonardo Barreto afirmou que a reunião seria “muito imprevisível” e que poderia levar a “cismas difíceis de serem solucionados” dentro da Corte. Para o especialista, há muita gente que não quer que essa sessão ocorra. “Uma renúncia” seria um dos fatores que poderia evitar a realização da reunião, embora ele próprio considere essa hipótese “pouco provável”. Leia Mais STF faz 1ª sessão desde revelação de mensagens de Vorcaro a Moraes; assista STF ignora mensagens de Vorcaro a Moraes em primeira sessão do plenário Análise: Gravidade da crise dificulta pacto no STF Caso a sessão de fato aconteça, Barreto destacou que ainda há muitas incógnitas: não se sabe se a reunião será pública ou não, o que ela vai decidir, se ficará nas questões preliminares ou chegará ao objeto central do debate.O especialista também ressaltou que é “impossível saber” se Alexandre de Moraes e Toffoli votarão na ocasião. “A gente está narrando um jogo que está acontecendo e é muito, muito difícil entender porque os instrumentos existentes, embora eles existam, hoje têm muito pouca eficácia”, declarou Barreto.Cenário aberto e tensão crescenteA analista de Política da CNN Jussara Soares do programa observou que, mesmo durante a noite, já havia um novo despacho de André Mendonça, e que era difícil imaginar o que mais poderia acontecer até a terça-feira (15), com todas as forças dentro do STF “medindo suas armas” antes mesmo da sessão plenária.Ela também mencionou que Toffoli tem se considerado impedido nas questões envolvendo o Banco Master, mas que ainda há dúvidas sobre se ele realmente deixará de votar, embora a tendência seja de que ele continue sem participar da votação.A análise também trouxe à tona o contexto do período eleitoral em curso. A participante alertou que as campanhas devem aproveitar qualquer brecha na “profusão de informações” que estão surgindo a partir do documento sigiloso para atacar adversários políticos. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.