Com apenas um carro elétrico no Brasil, o Mustang Mach-E, a Ford estuda introduzir um segundo modelo no país. A fabricante está testando o Bronco elétrico no Brasil e, segundo o site Autos Segredos, a empresa avalia a possibilidade de oferecer o carro no mercado brasileiro, posicionando-se acima do Bronco Sport.O Bronco elétrico é diferente do modelo feito nos Estados Unidos. Desenvolvido e produzido na China, ele foi feito pensando não só no mercado interno como também para exportação, chegando às concessionárias do Sudeste Asiático, Oceania e América do Sul. O utilitário até foi registrado no Brasil, aparecendo no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).–Divulgação/FordA chegada de um protótipo ao Brasil para testes é algo comum na Ford, que usa o Centro de Desenvolvimento em Tatuí (SP) para realizar provas de durabilidade de vários carros da marca, mesmo que não sejam vendidos aqui. Por exemplo, a empresa fez testes do SUVs Ford Explorer e Lincoln Navigator, vendidos apenas nos EUA e na China. Continua após a publicidadeEste caso é diferente. A Ford apresentou em dezembro o Bronco Basecamp, a versão global do Bronco elétrico chinês. Na ocasião, o canal no YouTube Wheelsboy publicou um vídeo com detalhes do veículo e disse que a América do Sul é um dos possíveis destinos para o SUV.Registro do Ford Bronco elétrico no Brasil, como publicado no INPIReprodução/INPI Continua após a publicidadeApesar de compartilhar o nome e a identidade visual com a família tradicional de utilitários da marca, o modelo utiliza uma arquitetura desenvolvida para acomodar conjuntos mecânicos eletrificados. Com 5,03 m de comprimento e um entre-eixos próximo de 3,00 m, o SUV chinês supera em mais de 60 cm a extensão do Bronco Sport e chega ao patamar de utilitários de grande porte no mercado nacional.A carroceria preserva traços característicos do Bronco, como o perfil reto, o para-brisa verticalizado, as caixas de rodas pronunciadas e o clássico estepe pendurado na tampa do porta-malas. No entanto, soluções funcionais foram aplicadas para melhorar a aerodinâmica e o uso cotidiano, a exemplo das maçanetas embutidas nas portas e da grade frontal fechada projetada para as configurações eletrificadas.–Divulgação/Ford Continua após a publicidadeA cabine aproveita as dimensões ampliadas para oferecer maior espaço interno e capacidade de carga adicional. Na opção totalmente elétrica, a ausência de um motor térmico sob o capô abriu espaço para um compartimento de bagagem dianteiro com capacidade para 160 litros, ideal para acomodar cabos de carregamento e pequenas malas. O pacote de equipamentos reúne central multimídia integrada, sistema de câmeras com visão de 360 graus e um assistente ativo de condução para auxílio em manobras.Pesquisa revela os defeitos mais comuns em carros chinesesNa China, a Ford estruturou a gama em duas alternativas de propulsão. A primeira é a versão 100% elétrica, equipada com dois motores dispostos um em cada eixo para garantir tração integral. Esse conjunto é alimentado por uma bateria de 105,4 kWh, que proporciona um alcance de até 650 km segundo os parâmetros do ciclo de medição chinês CLTC.A segunda opção adota a tecnologia de extensor de autonomia (EREV), batizada como Bronco Basecamp. Nesse sistema, a movimentação das rodas fica exclusivamente a cargo dos motores elétricos, enquanto um motor a combustão atua apenas como gerador para recarregar a bateria de 43,7 kWh em movimento. Com essa combinação, a autonomia total alcança 1.220 km no ciclo CLTC, eliminando a dependência imediata de pontos de recarga em viagens longas. Continua após a publicidade Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Diferente da maioria dos utilitários elétricos urbanos, o projeto chinês foi concebido mantendo a vocação para o fora de estrada. A suspensão utiliza arquitetura independente com braços duplos no eixo dianteiro e sistema multilink na traseira, acerto desenhado para equilibrar a estabilidade no asfalto e a articulação em terrenos acidentados.Para enfrentar trechos de baixa aderência, o utilitário conta com modos de condução configuráveis e bloqueio mecânico dos diferenciais dianteiro e traseiro nas versões mais equipadas. A tração integral com gerenciamento eletrônico distribui o torque entre as rodas de forma imediata, contornando o peso extra exigido pelo conjunto de baterias. Publicidade