Dark Horse: amigo de Flávio só assinou com produtora 6 meses após repasse

Wait 5 sec.

Amigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o publicitário Marcello Lopes repassou R$ 1 milhão à produtora do filme Dark Horse em dezembro de 2025, mas só assinou um contrato com a empresa seis meses depois.Segundo o contrato enviado à coluna pelo próprio publicitário, o “aporte” foi realizado por ele em dezembro, mas o contrato entre as partes foi assinado apenas em 4 de junho de 2026, quando o Caso Master já havia explodido.5 imagensFechar modal.1 de 5Detalhe da decisão de Flávio Dino mostrando o contrato entre a produtora do filme Dark Horse e o publicitário Marcello LopesImagem cedida à coluna Igor Gadelha2 de 5Detalhe da decisão de Flávio Dino mostrando o contrato entre a produtora do filme Dark Horse e o publicitário Marcello LopesImagem cedida à coluna Igor Gadelha3 de 5O publicitário Marcello LopesArquivo Pessoal4 de 5Detalhe da decisão de Flávio Dino mostrando o contrato entre a produtora do filme Dark Horse e o publicitário Marcello LopesImagem cedida à coluna Igor Gadelha5 de 5O publicitário Marcello LopesArquivo PessoalO documento aponta que o amigo de Flávio aportou US$ 185.185,19 (cerca de R$ 1 milhão) em favor da Go Up Entertainment Ltda como “investidor” da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).À coluna, o publicitário explicou que decidiu investir no filme a pedido do deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo da obra, após o banqueiro Daniel Vorcaro paralisar os repasses de patrocínio ao filme.“Quando parou de ter o dinheiro lá em outubro (de 2025) que Vorcaro investia, a turma toda estava gravando em São Paulo, tinham que fazer monte de pagamento e abriram cotas para investimento. Eu achei um bom negócio e decidi investir”, disse “Marcellão”, como o publicitário é conhecido.Indagado pela coluna por que só assinou o contrato como investidor seis meses após o aporte e R$ 1 milhão, o marqueteiro argumentou que intervalo seria motivado por “ajustes de cláusulas entre as partes”.Dino cita aporte em decisãoO repasse de Marcellão foi citado pelo ministro do STF Flávio Dino na decisão em que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (10/9) contra a dona da Go Up, Karina Gama, e Mário Frias.No despacho, Dino menciona relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificaram uma transferência de R$ 1 milhão feita por Marcellão para a Go Up.Segundo os documentos citados pelo ministro, o aporte foi feito entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período em que o Coaf identificou “movimentações consideradas atípicas” em cotnas da produtora.“A comunicação de n.º 24 já foi brevemente tratada no item 1.4.2.3., mas versa sobre movimentações consideradas atípicas em contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda, CNPJ 44.447.509/0001-52, abrangendo o período de 10/11/2025 a 30/12/2025, em que a empresa movimentou R$ 19.033.071,00, sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito. Figuram, dentre os principais remetentes de recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$ 3.920.976,40; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, responsável por transferências que totalizaram R$ 2.614.000,00; Marcello de Oliveira Lopes, que remeteuR$ 1.000.000,00; a NTT Brasil Ltda., que enviou R$ 750.000,00; e o Deputado Federal Mário Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00″, escreveu Dino. Leia também Igor GadelhaAmigo de Flávio, marqueteiro repassou R$ 1 milhão à produtora do Dark Horse Igor GadelhaO que Moraes pretendia falar no pronunciamento, agora cancelado Igor GadelhaCentrão recalibra apostas e passa a ver Flávio como favorito na eleição Igor GadelhaAlvo da PF, produtora do Dark Horse é pressionada a fazer delação Publicitário segue próximo a FlávioMarcellão, vale lembrar, chegou a atuar como marqueteiro da pré-campanha de Flávio ao Palácio do Planalto. Em maio, após virem à tona os contatos do senador com Daniel Vorcaro, contudo, o publicitário deixou o time.Apesar disso, Marcellão segue mantendo influência junto a Flávio, com quem fala diariamente. Ele participou, por exemplo, do jantar do senador com o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual.