Foto: Gabriel Leite e Eduardo MustafaOs alunos da EMEF Harumi Kitahara, no bairro Primeira Aliança, em Mirandópolis, passaram a contar com aulas do Projeto Guri na rotina escolar. As atividades começaram no dia 26 de agosto e atendem estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, com propostas que envolvem ritmo, percepção musical, coordenação motora e iniciação ao uso de instrumentos.As atividades fazem parte do programa Guri nas Escolas, da Santa Marcelina Cultura, que firmou contrato com a Prefeitura de Mirandópolis para levar educação musical gratuita aos alunos da rede municipal. Na escola Harumi Kitahara, 117 alunos são atendidos pela iniciativa, que prevê encontros ao longo do ano letivo, com pelo menos duas apresentações musicais anuais, nas quais os estudantes poderão mostrar o que aprenderam.As aulas ocorrem às quartas-feiras e acompanham as turmas ao longo do dia. O trabalho é conduzido pela professora Natália Vitória Silva, formada em Pedagogia e educadora do Projeto Guri há quatro anos. Ela atua nos polos de Andradina e Valparaíso e conta que encontrou uma recepção positiva na escola. “Foi algo novo para eles e percebi que estavam bem animados. Os alunos são muito carinhosos e a equipe também é muito receptiva. Fui muito bem acolhida aqui”, conta.Durante os encontros, as crianças participam de atividades rítmicas, exercícios de percepção musical e práticas com instrumentos, como as clavas. A proposta é começar pelos conceitos básicos e avançar gradualmente, em um processo que permita aos estudantes desenvolver as habilidades musicais até chegar à iniciação instrumental. A expectativa é que, ao final do semestre, eles possam apresentar o que aprenderam.Estudantes do 1º ao 5º ano participam das atividades musicais oferecidas pelo Projeto Guri na EMEF Harumi Kitahara. Fotos: Gabriel LeiteAPRENDIZADOPara Natália, o contato com a música também contribui para outras áreas do desenvolvimento infantil. Os exercícios ajudam a trabalhar a concentração e a coordenação motora e permitem que alunos neurodivergentes participem das atividades junto com os demais. “É um trabalho de formiguinha, até equalizar e chegar ao objetivo”, explica.Para a diretora da Harumi Kitahara, Vania Correa, a chegada do projeto representa uma oportunidade de tornar a jornada escolar mais dinâmica. Com a implantação do ensino integral, a escola passou a buscar atividades que aproveitem o tempo ampliado de forma significativa. “Era nossa expectativa ter aulas práticas e dinâmicas, principalmente na parte da tarde, para evitar o cansaço e o desgaste dos nossos alunos”, afirma.Segundo Vania, os primeiros comentários sobre as aulas já foram positivos. “Estamos felizes em ter aulas que despertem o interesse e façam com que eles fiquem interessados e com expectativas para a próxima semana.”Professora Natália Vitória Silva, formada em Pedagogia e educadora do Projeto Guri há quatro anos. Foto: Eduardo MustafaENSINO INTEGRALA diretora considera que iniciativas como o Guri ajudam a ampliar a formação oferecida pela escola, que não deve se limitar ao conteúdo tradicional. Para ela, o ensino integral precisa contemplar também aspectos emocionais, musicais, sociais e o desenvolvimento do raciocínio lógico. “Não queremos pensar só na extensão do tempo, mas no tempo de qualidade para a criança aprender com dignidade”, afirma.Para o diretor do Departamento Municipal de Educação, Paulo Cezar Pardim de Souza, a chegada do projeto amplia as experiências oferecidas aos estudantes e vai além do aprendizado musical. “É uma atividade que trabalha concentração, criatividade, coordenação e convivência, contribuindo para uma formação mais completa dos nossos alunos”, afirma.O prefeito Grampola Pantaleão destaca que levar o projeto ao bairro Primeira Aliança também significa ampliar o acesso das crianças a novas experiências. “Queremos que a escola seja um espaço cada vez mais rico em experiências. Trazer o Projeto Guri para a Harumi Kitahara, na Primeira Aliança, é oferecer às crianças de todos os cantos da cidade o acesso à música e novas possibilidades de aprendizado e desenvolvimento”, ressalta.A expectativa da direção é que a experiência com o Guri possa abrir caminho para outras atividades na escola. “Nosso objetivo é que, daqui para frente, outras aulas nesse mesmo nível possam vir para agregar à grade”, afirma Vania.O post Aulas do Projeto Guri passam a integrar rotina dos alunos da EMEF Harumi Kitahara na Primeira Aliança apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.