Esta ação está barata e pronta pra crescer, segundo Safra; veja potencial

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O Safra iniciou a cobertura da Priner (PRNR3) com recomendação outperform, equivalente a uma expectativa de desempenho acima da média do mercado, e preço-alvo de R$ 26 para os próximos 12 meses.A projeção representa um potencial de valorização de 44% em relação ao preço de R$ 18 considerado pelo banco.Na avaliação dos analistas Luiza Mussi e Lucas Melotti, a Priner se consolidou como uma “plataforma diversificada de serviços industriais”, com diferentes fontes de crescimento e uma posição favorável para liderar a consolidação do setor.A ação negocia a 3,5 vezes o EV/Ebitda estimado para 2027 — múltiplo 13% abaixo da média histórica da companhia e 10% inferior ao dos pares brasileiros.Por que o Safra está otimista com a Priner?A tese positiva está apoiada na atuação da Priner como uma plataforma completa de serviços industriais. A companhia reúne cinco unidades de negócios que atendem diferentes etapas do ciclo de manutenção de instalações industriais pesadas.Esse modelo de “one-stop shop”, no qual o cliente encontra diferentes serviços em um único fornecedor, é considerado pelo Safra a “base da tese de investimento”.Segundo o banco, a estratégia favorece a venda de soluções complementares, aumenta a retenção de clientes e proporciona vantagens de escala em relação aos concorrentes especializados.A troca de prestador também pode provocar interrupções operacionais, elevar riscos de execução e exigir um período de adaptação. Por isso, quando o serviço é bem executado, o Safra afirma que existe “pouco incentivo para o cliente substituir o fornecedor”.A Priner possui NPS de 73, indicador de satisfação considerado excelente e superior ao de concorrentes analisados pelo banco.Aquisições ampliam mercado da companhiaA Priner realizou duas aquisições consideradas transformacionais: a compra da Real Estruturas, em 2024, voltada à montagem industrial, e da SEMEP, em 2025, com atuação no setor de mineração.Com as operações, o mercado potencial da companhia chegou a aproximadamente R$ 44 bilhões, quase 18 vezes o tamanho observado em 2016. A participação dos contratos de longo prazo na receita também deve alcançar cerca de 65% a partir de 2026.As aquisições já contribuíram para a melhora da rentabilidade. A margem Ebitda passou de 10,1% no primeiro semestre de 2024 para 15,1% no mesmo período de 2026.Para este ano, o Safra projeta receita de R$ 2,075 bilhões, alta de 33% na comparação anual, e Ebitda de R$ 399 milhões.O crescimento deve ser sustentado pela recuperação da divisão de montagem industrial, pela normalização das operações de mineração e pelo início de contratos conquistados recentemente.Priner ainda tem espaço para crescer?Apesar de ocupar uma posição de liderança no mercado brasileiro de serviços de manutenção industrial, a Priner possui apenas cerca de 4,3% de participação em um setor ainda dominado por empresas pequenas, regionais e familiares.Esse cenário abre espaço tanto para crescimento orgânico quanto para novas aquisições. O Safra, porém, não considera eventuais compras de empresas em suas projeções, tratando novas operações como um potencial adicional para a tese.Outro ponto positivo é a resiliência do modelo de negócios. Cerca de 85% da receita está ligada às despesas operacionais dos clientes, como manutenção e integridade de ativos, serviços menos sujeitos a adiamentos do que investimentos em expansão.Diante do crescimento esperado, da posição de mercado e da melhora na composição dos negócios, os analistas avaliam que o “desconto atual parece excessivo”. A diferença pode diminuir conforme a empresa entregue os resultados projetados e ganhe maior reconhecimento entre os investidores.O que pode dar errado?Entre os principais riscos, o Safra destaca a concentração da receita em poucos clientes, a exposição da montagem industrial ao ciclo de projetos e os efeitos das chuvas sobre as operações de mineração.O banco também menciona os desafios de integração das aquisições, a maior necessidade de capital da divisão de mineração, a pressão de despesas abaixo da linha do Ebitda sobre o lucro líquido e a baixa liquidez das ações na bolsa.ção da receita em poucos clientes, a exposição da montagem industrial ao ciclo de projetos e os efeitos das chuvas sobre as operações de mineração.O banco também menciona os desafios de integração das aquisições, a maior necessidade de capital da divisão de mineração, a pressão das despesas financeiras sobre o lucro líquido e a baixa liquidez das ações na bolsa.