Para além da crise deflagrada no Supremo Tribunal Federal (STF), está na mesa do ministro André Mendonça um acordo de delação premiada que tira o sono da Faria Lima. Leia também Dinheiro e NegóciosDaniel Vorcaro e o pai, Henrique Vorcaro, são condenados por fraude Dinheiro e NegóciosQuem são os empresários que articulam manifesto sobre crise no STF Dinheiro e NegóciosConsultora da Cacau Show ensina vendedores a esconder preços Dinheiro e NegóciosJustiça afasta sócios da Apex Partners e nomeia gestor independente Fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a delação do fundador da Reag, João Carlos Mansur, já avançou todas as etapas necessárias antes do aval do relator do Caso Master.No início do mês, Mansur foi ouvido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, na chamada audiência de voluntariedade — cujo objetivo é checar se o colaborador está participando do processo de forma voluntária. Era a última fase antes da decisão do ministro sobre homologar ou não a delação.Mansur teria apresentado 17 frentes de colaboração e aceitado pagar cerca de 40 milhões de reais. O principal tema da colaboração seria a atuação da Reag na possível ocultação de valores ligados ao Banco Master. Mas o fundador da gestora sabe muito mais.Antes de ser liquidada pelo Banco Central (BC), a Reag sustentava o título de maior gestora independente do país, com mais de R$ 300 bilhões sob sua gestão.Além do espaço que conquistou rapidamente na Faria Lima, a Reag era conhecida por operar um complexo emaranhado de fundos capazes de ocultar a origem e o destinatário final do dinheiro, além de despistar os órgãos de controle. E o Master não era o único cliente. Há na lista de contratantes da gestora, grandes empresas e investidores.Conforme revelou a Polícia Federal (PF), até o PCC recorria à Reag. A operação Carbono Oculto identificou que a estrutura era utilizada para lavar dinheiro de refinarias que seriam controladas pelo crime organizado.