Adoçantes: nutricionista explica como consumir e qual a quantidade ideal

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Os adoçantes podem ser usados como alternativa para reduzir o consumo de açúcar, principalmente durante uma fase de adaptação do paladar. No entanto, é preciso estar atento à quantidade consumida e à frequência de uso no dia a dia, alerta o nutricionista Diego Righi. Leia também SaúdeAdoçante comum afeta crescimento de importantes bactérias intestinais Vida & EstiloQual opção é pior para a saúde: adoçante ou refrigerante zero? Veja Claudia MeirelesAdoçante natural substitui o açúcar comum e é opção para diabéticos Ao Metrópoles, o professor de nutrição na Afya Centro Universitário Itaperuna explica que o objetivo não deve ser simplesmente substituir todo o açúcar por grandes quantidades de adoçante. O ideal é reduzir a necessidade de sabores excessivamente doces.“A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a redução dos açúcares livres seja acompanhada, sempre que possível, de uma redução gradual da preferência pelo sabor muito doce, em vez de depender continuamente de adoçantes não açucarados para controle de peso.”6 imagensFechar modal.1 de 6A palavra "açúcar" refere-se a uma substância cristalizada, geralmente a sacarose, utilizada para adoçar alimentos e bebidasPexels2 de 6Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial Getty Images3 de 6O consumo excessivo de açúcar pode levar ao aumento de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúdeGetty Images4 de 6A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar não exceda 10% das calorias diáriasGetty Images5 de 6Substituir bebidas açucaradas por água, sucos naturais ou chás pode ajudar a reduzir o consumo de açúcarPexels6 de 6Existem alternativas naturais ao açúcar, como adoçantes naturais e frutas com baixo índice glicêmicoGetty ImagesSobre a quantidade recomendada de adoçante por dia, o nutricionista explica que é preciso considerar a Ingestão Diária Aceitável (IDA), limite de segurança calculado de acordo com o peso corporal.A IDA corresponde à quantidade que pode ser consumida diariamente ao longo da vida sem representar risco apreciável à saúde. No entanto, esse valor não deve ser entendido como uma meta de consumo, mas como um parâmetro de segurança.“Por exemplo, para o aspartame, o JECFA — comitê científico da FAO/OMS — mantém uma IDA de 0 a 40 mg/kg de peso corporal por dia. Para uma pessoa de 70 kg, isso corresponderia a até 2.800 mg/dia. Na prática, porém, não há motivo para tentar se aproximar desse limite: vale usar apenas a quantidade necessária para tornar a alimentação agradável“, orienta o profissional.Do ponto de vista cardiovascular, o ideal é o mínimo possível de açúcar adicionadoExiste algum tipo de adoçante mais indicado?De acordo com o nutricionista Diego Righi, não existe um adoçante que seja universalmente “o mais saudável”. Estévia, sucralose, aspartame, acessulfame-K e outros edulcorantes autorizados podem ser utilizados dentro dos limites estabelecidos.O profissional enfatiza que a escolha deve considerar quantidade utilizada, tolerância, sabor, frequência de consumo e contexto individual, e não apenas se o produto é “natural” ou “artificial”.“Para quem está reduzindo açúcar, uma estratégia interessante é utilizar o adoçante como uma ponte para diminuir progressivamente o grau de doçura. Por exemplo: começar reduzindo o açúcar do café, usar uma pequena quantidade de adoçante se necessário e, gradualmente, tentar consumir menos de ambos”, afirma Diego.Alguns cuidados específicos também importam. Produtos com polióis, como sorbitol, maltitol ou xilitol, podem provocar gases, distensão abdominal ou efeito laxativo quando consumidos em maiores quantidades. “Já pessoas com fenilcetonúria devem evitar ou restringir o aspartame devido à presença de fenilalanina.”Os adoçantes podem ser artificiais ou naturaisO que observar no rótuloO primeiro passo, segundo o nutricionista, é olhar a lista de ingredientes, e não somente frases como “zero açúcar”, “diet” ou “com estévia”. Vale observar qual edulcorante realmente está presente e se o produto utiliza uma mistura de vários deles.Também vale observar:Açúcares totais e açúcares adicionados: “com adoçante” não significa necessariamente ausência de açúcar.Quantidade por porção e por 100 g ou 100 ml: facilita comparar produtos.Lista de ingredientes: alguns adoçantes em pó utilizam maltodextrina, dextrose ou outros ingredientes como veículo.Polióis: especialmente para pessoas com maior sensibilidade gastrointestinal.Advertências: produtos com aspartame devem informar a presença de fenilalanina, e determinados produtos com quantidades elevadas de polióis precisam trazer alerta para possível efeito laxativo.Rótulo frontal: pode indicar alto teor de açúcares adicionados, gordura saturada ou sódio, mostrando que um produto “sem açúcar” não é automaticamente nutricionalmente superior.