O candidato à reeleição e governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu, nesta quarta-feira (9/9), que, se eleito, vai criar mercados populares nas regiões do estado com alto número de inscritos no CadÚnico.A promessa de campanha é inspirada no Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo. No projeto municipal, paulistanos inscritos no CadÚnico podem comprar alimentos e produtos de limpeza por valores abaixo do encontrado em supermercados tradicionais. Há limite de compras – um morador não pode levar mais que dois frangos, por exemplo.Durante visita a uma unidade do Armazém Solidário no Grajaú, zona sul de São Paulo, Tarcísio afirmou que a versão estadual do projeto poderá ser feita em parceria com as prefeituras, mas que o estado deve assumir o custo total quando os municípios não puderem colaborar.“Existem prefeituras que não têm condição de ter esse tipo de parceria, por causa da condição financeira, e aí o estado vai assumir essa responsabilidade”, afirmou o candidato.O projeto não consta no plano de governo enviado por Tarcísio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Leia também São PauloTarcísio diz que decisão de Dino sobre PF gera “insegurança jurídica” São PauloTarcísio grava em obras do governo de SP usando brecha em lei eleitoral São PauloPrefeitura monta espaço “cenográfico” para receber campanha de Tarcísio São PauloQuaest: Tarcísio tem 42% das intenções de voto e Haddad 27% ProtestoNo início da manhã, o governador foi recepcionado com um protesto ao chegar no Grajaú. Cerca de 40 pessoas se reuniram na praça em frente ao Armazém Solidário e entoaram gritos de “fora Tarcísio”. O grupo levou faixas com dizeres contra o governador.Em determinado momento, enquanto Tarcísio fazia a visita ao mercado popular, policiais militares avançaram em direção aos manifestantes para dispersá-los. Um dos agentes chegou a bater com um cassetete em uma mulher. Veja:O Metrópoles também viu quando policiais abordaram um homem e pediram os documentos dele.Questionado sobre a manifestação, Tarcísio disse, de forma irônica, que todos que estavam no protesto eram “voluntários”. Quando a reportagem do Metrópoles pediu que ele explicasse o que queria dizer com a fala, o candidato afirmou que “basta ver a ficha criminal” do grupo, insinuando que os manifestantes eram criminosos.3 imagensFechar modal.1 de 3Manifestantes fazem protesto contra Tarcísio de Freitas no GrajaúJessica Bernardo / Metrópoles2 de 3Policiais abordaram manifestanteJessica Bernardo / Metrópoles3 de 3Grupo levou faixas contra candidato à reeleiçãoJessica Bernardo / MetrópolesO prefeito Ricardo Nunes (MDB) acompanhou o governador na agenda desta quarta. Principal cabo eleitoral do governador na capital, Nunes tem casado seus compromissos oficiais como prefeito com os eventos de campanha de Tarcísio.Depois de visitarem o Armazém Solidário, os dois foram juntos acompanhar as obras da chamada Ponte Graúna-Gaivotas, que vai ligar os bairros de mesmo nome.