Estava com o artigo pronto para o 7 de setembro de 2026 quando o presidente do Senado Federal do meu Brasil arrebatou o microfone da mesa e me nocauteou com as seguintes palavras:“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado só é o Ministro Alexandre de Moraes”. (Alcolumbre, o pequeno gigante presidente do Senado Federal do meu Brasil)Eu ainda quero acreditar que foi inteligência artificial de hackers internacionais, brincadeira do Bin Laden ou pura sacanagem do Chico Anysio, numa edição perdida da “Escolinha do Professor Raimundo”.Fiquei chocado com o que assisti e fui procurar a formação do presidente do Senado Federal do meu Brasil. Encontrei um curso superior incompleto de Ciências Econômicas, no Centro de Ensino Superior do Amapá, o CEAP. Ele não concluiu a graduação e dedicou-se às carreiras política e comercial. Quanta brasilidade!O dia 2 de setembro de 2026 foi assaltado pelas notícias sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o banqueiro e doador Daniel Vorcaro. Era ligar o rádio, a televisão ou o celular e você era brutalmente espancado pelas revelações, suspeitas, mensagens, contratos, encontros, explicações e…Ao assistir ao presidente do Senado falar àqueles que o elegeram, meu coração começou a bater em dissonância, a pressão de 11 por 7 foi a 22 por 18, o açúcar bateu 347 e a tontura tomou conta. Não deu tempo nem de telefonar para a LATAM e aproveitar umas milhas que me sobraram para procurar asilo no Paraguai.O presidente Lula tirando graça com os heroicos garis; o Supremo tentando explicar o inexplicável, por meio do ministro Alexandre de Moraes; as suspeitas envolvendo Vorcaro e o seu Master doador; a imprensa chamando Flávio Bolsonaro para o ringue; e o presidente do Senado embrulhando tudo no mesmo pacote, deixaram-me no mais profundo processo de depressão política.É muito importante separar as coisas. Crime não se compensa como no Pendura da Taberna do Portuga.Se alguém pediu R$ 130+50 milhões a Vorcaro, investigue-se. Se existiram relações impróprias entre Vorcaro e autoridades, investigue-se também. O Brasil não precisa escolher qual suspeita prefere esconder. Precisa descobrir a inteira verdade verdadeira.Hoje, já recuperado, telefonarei para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Wanderley da Nóbrega, e pedirei que permaneça calado. Um hacker poderá gravá-lo e tumultuar ainda mais o deteriorado cenário político brasileiro.Bebi meus 700 mililitros de água para hidratar o meu minúsculo e tão bombardeado cérebro e comecei a conversar com os Arnold Alois Schwarzenegger que me ajudam a recuperar a musculatura perdida. Os caras também estão atônitos.O professor Bujugga, o mais musculoso e inteligente de todos nós, conseguiu resumir:— Dr. Robertinho, acho que estamos vivendo na Disneyworld da Esculhambação.Parei, olhei para aquele monte de músculos, tomei alguns goles do meu rosado Camu-Camu e respondi:— Doc Bujugga, és o único brasileiro pensando com isenção.Eu não quero acreditar que o presidente de uma Casa composta por 81 senadores considere suficiente responder a uma crise institucional com uma simples acusação contra o outro lado. O Senado não é arquibancada. Seu presidente não pode agir como o “arquibaldo” que reclama do juiz porque seu time também cometeu falta.Davi Alcolumbre não é um homem sem poder. Muito pelo contrário. Pode receber ou arquivar pedidos contra ministros do Supremo, controla a pauta do Senado, negocia com o governo, conversa com a oposição e comanda uma das instituições mais importantes da República.Pequeno, portanto, não é o seu poder. Anã foi a resposta.Quem preside o Senado não foi escolhido para proteger amigos, perseguir inimigos ou distribuir culpas. Foi escolhido para proteger a República. E a República, Presidente Alcolumbre, já está muito grandinha para respostas tão pequenas.O Brasil não precisa de vingança, torcida organizada ou campeonato de gozadores. Precisa de transparência. Se Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para um filme, que explique. Se Vorcaro tentou influenciar autoridades, que responda. Se Alexandre de Moraes manteve contatos que precisam ser esclarecidos, que esclareça. E, se não houve ilegalidade, que as provas também deixem isso bem claro.A República da Esculhambação não pode funcionar pelo sistema “o outro também fez”. Essa desculpa talvez funcione no recreio, quando uma criança é apanhada fazendo travessura. No Senado Federal, ela envergonha a cadeira, o microfone e o país.Enquanto a canalhada enriquece, procurando culpados, Débora do Batom, a Guerrilheira da Chanel, amarga 14 anos de pena.Fui até a Igreja de Aparecida, a nossa Cidinha, implorar paz de espírito, com as sete últimas palavras de Jesus no Calvário:“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34) Misericórdia Divina.“Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso.” (Lucas 23:43) Salvação ao bom ladrão.“Aí está o seu filho… Aí está a sua mãe.” (João 19:26-27) Nascimento da Igreja.“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46; Marcos 15:34) Sofrimento do Filho.“Tenho sede.” (João 19:28) Humanidade Real.“Está consumado!” (João 19:30) Brado de Vitória.“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lucas 23:46) Confiança Total. Roberto Caminha Filho, economista, de joelhos, implora, ao Filho, perdão pelos pecados brasileiros.