Luiz Brito (foto em destaque), empresário conhecido no setor da construção civil de Roraima, e José Bertoldo Peres Júnior, policial militar aposentado, são os dois homens abordados após um saque de R$ 4 milhões em espécie em Boa Vista, Roraima. A dupla foi levada à sede da Polícia Federal (PF), que apura a origem e o destino da quantia.O caso ocorreu na última sexta-feira (4/9). Brito é fundador e diretor-proprietário da LB Construções, empresa voltada a obras de infraestrutura, com atuação em serviços como construção de estradas e terraplanagem. Leia também Mirelle PinheiroPolícia Federal intercepta empresário e PM após saque de R$ 4 milhões Mirelle PinheiroCarta revela reação de bet após pedido para suspender Jogo do Aviãozinho O empresário possui pós-graduação em engenharia ambiental e formação como engenheiro de segurança do trabalho. À frente da LB Construções, construiu sua trajetória profissional no segmento de obras e infraestrutura em Roraima.Foi Brito quem realizou o saque milionário que despertou a atenção dos investigadores. Após deixar o banco com os R$ 4 milhões, ele estava acompanhado de Bertoldo quando houve a abordagem.Questionado na PF sobre a finalidade do dinheiro, o empresário declarou que pretendia utilizar os recursos na compra e em investimentos em terrenos.Brito não permaneceu preso. A quantia, no entanto, foi apreendida pelos investigadores, que também recolheram o celular dele. Os dois itens permanecem à disposição da investigação.O segundo homem abordado é José Bertoldo Peres Júnior, policial militar aposentado que acompanhava o empresário no momento da ação.Ao contrário de Brito, Bertoldo acabou autuado em flagrante. Durante a abordagem, os policiais encontraram uma arma de fogo em poder do militar aposentado.As informações preliminares apontam que ele não possuía autorização para portar o armamento. A arma foi apreendida e Bertoldo conduzido para os procedimentos decorrentes do flagrante.A apreensão abriu uma investigação sobre a movimentação dos R$ 4 milhões. Entre as suspeitas apuradas está a possibilidade de que os recursos fossem destinados à campanha de uma deputada federal que concorre a uma cadeira no Senado.Essa hipótese, contudo, ainda está sob investigação. Até o momento, não há confirmação de que o dinheiro tenha sido destinado, repassado ou utilizado em campanha eleitoral.