Em visita à América Latina, Rubio reforça aliança pró-Trump na região

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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, começa nesta terça-feira (8) a viagem por países alinhados ao trumpismo na América Latina, com primeira parada na Colômbia.A agenda tem como objetivo o “reforço da cooperação no combate conjunto ao narcoterrorismo e os benefícios de relações comerciais mais estreitas”, diz comunicado do porta-voz do Departamento, Thomas Pigott. O texto ainda afirma que “ao longo da viagem, o Secretário reafirmará o compromisso do governo Trump com um Hemisfério Ocidental seguro, próspero e democrático”.Rubio, que atua para ampliar sua própria influência no continente, já realizou outras quatro viagens à América Latina e ao Caribe no cargo. Secretário de Estado dos EUA anuncia viagem pela América Latina Análise: Na Venezuela, Rubio dá o verniz e Trump define o negócio Trump diz ter boa relação dos EUA com o Brasil e maioria da América do Sul Nesta terça-feira, ele se encontrará com o presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, para discutir o apoio americano ao país após o terremoto de magnitude 7,4 que deixou centenas de mortos em agosto. Depois, participará da assinatura de acordos sobre Energia Nuclear Civil e Minerais Críticos.Até quinta-feira (10), ele passará também pelo Equador e o Peru, com reuniões previstas com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, com quem já se esteve anteriormente em uma viagem ao Equador em 2025; e com Keiko Fujimori, recém-empossada em Lima.Escudo das Américas"Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé", diz Marco Rubio | CNN NOVO DIAOs três governos são abertamente alinhados ao governo de Donald Trump – Colômbia e Peru integram o “Escudo das Américas”, coalizão contra o narcotráfico liderada pelos EUA e composta por países da América Latina e do Caribe. A presidente Keiko Fujimori já confirmou a intenção de incluir o Peru no grupo.A aliança, também conhecida como “Coalizão das Américas contra os Cartéis”, começou com 12 países membros, como Argentina, Bolívia e El Salvador, em março deste ano, e já alcançou 19 integrantes.O crescimento do grupo está relacionado à chegada ao poder de governos ideologicamente alinhados com Trump em diversos países da região. Além disso, a iniciativa serve para reforçar a narrativa sobre segurança na fronteira sul dos EUA, incluindo o combate à imigração ilegal.A aliança funciona principalmente por meio do compartilhamento de inteligência e de operações militares conjuntas. O modelo adotado foi inspirado em ações realizadas anteriormente pelos americanos contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.Além das operações coordenadas, três países já concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em solo latino-americano: Colômbia, Equador e Paraguai. Outros países da região estariam em vias de negociar acordos semelhantes com os EUA.A movimentação faz parte do que é descrito como um plano para fortalecer a força americana no hemisfério ocidental.(*Estagiária sob supervisão de Yasmin Caetano)O que é a Gaesa, grupo que ocupa o centro das tensões entre os EUA e Cuba?