Legado: aquilo que o tempo não apaga

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Foto: Criada via Chat GPTHá uma palavra que costuma ganhar significado à medida que o tempo passa: legado. Não aquilo que alguém possui, os cargos que ocupou ou as homenagens que recebeu, mas aquilo que permanece quando essa pessoa já não está mais presente.Construir um legado é deixar um pouco de si na vida dos outros. É participar de uma história de tal maneira que, anos depois, alguma coisa continue acontecendo porque um dia você esteve ali. Pode ser uma instituição fortalecida, uma oportunidade criada, uma pessoa ajudada ou simplesmente uma lembrança capaz de atravessar gerações.E talvez seja justamente por isso que algumas homenagens tenham um significado diferente. Na última semana, a APAE de Mirandópolis passou a chamar sua escola de Escola de Educação Especializada Regina Célia Mustafa Araújo. A cerimônia aconteceu em 28 de agosto, justamente no dia em que Regina completaria 76 anos.Seu nome agora está na fachada. Mas seu legado naquela instituição começou a ser escrito muito antes dessas letras serem colocadas ali. Regina esteve na direção da APAE entre 1996 e 2007. Anos depois, retornou como presidente, entre 2014 e 2016. Foram diferentes períodos de uma relação construída durante décadas com uma entidade que se tornou fundamental para centenas de famílias.E a APAE foi uma parte importante, talvez uma das mais especiais, de uma trajetória muito maior. Regina foi professora, coordenadora pedagógica, diretora de escolas, esteve à frente da Faculdade de Mirandópolis e participou de diferentes entidades, conselhos e iniciativas sociais. Mais tarde, chegou ao maior cargo público da cidade, tornando-se prefeita de Mirandópolis.Hoje, a APAE é uma instituição diferente daquela que Regina encontrou décadas atrás. Cresceu, evoluiu, tornou-se CER II e ampliou sua importância para toda a região. Evidentemente, essa construção pertence a muitas mãos. Presidentes, diretores, funcionários, voluntários, famílias e tantas pessoas dedicaram e continuam dedicando parte de suas vidas à entidade. Regina foi uma dessas mãos.Com o passar dos anos, muitos talvez nem tenham conhecido Regina pessoalmente. Alguns perguntarão quem foi aquela mulher cujo nome está na fachada. E alguém contará sua história. Dirá que foi educadora. Que participou da APAE. Que esteve envolvida com causas sociais. Que foi prefeita. Que ajudou pessoas. Que fez parte da história de Mirandópolis. E assim funciona um legado.O post Legado: aquilo que o tempo não apaga apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.