Dark Horse: defesa de produtora protocola reclamação constitucional no STF

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A defesa de Karina Gama, produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ajuizou, nesta quinta-feira (10/9), uma reclamação constitucional na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais cedo, a empresária foi alvo da Polícia Federal (PF), na Operação Make Up, deflagrada após decisão do ministro Flávio Dino.Em nota, a defesa de Karina não questiona a investigação da PF, mas pede que sejam asseguradas a “autoridade das decisões da Presidência do STF e a competência do juiz natural”.“A medida não discute o mérito da investigação, sendo certo que, a cliente estava contribuindo espontânea e voluntariamente, tanto que, atendeu, na última sexta-feira, à solicitação da Polícia Federal e entregou mais de 20 mil laudas de documentos, o que prova sua boa-fé e lealdade processual”, diz texto.A operação da PF teve como alvo, também, o deputado federal Mario Frias (PL), que atuou como roteirista e produtor-executivo do filme. Leia também BrasilLula defende reforma no STF: “Ninguém pode ficar 40 anos no cargo” BrasilLula: Fachin agiu certo, mas espero que faça mais para botar ordem no STF BrasilCNBB sobre crise no STF: “O Brasil necessita de verdade sem manipulação” BrasilExecutiva do PT passa a defender mandatos para o STF em meio à crise Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. O celular do parlamentar foi apreendido pelos agentes da PF. Leia também BrasilLula defende reforma no STF: “Ninguém pode ficar 40 anos no cargo” BrasilLula: Fachin agiu certo, mas espero que faça mais para botar ordem no STF BrasilCNBB sobre crise no STF: “O Brasil necessita de verdade sem manipulação” BrasilExecutiva do PT passa a defender mandatos para o STF em meio à crise De acordo com o relatório da investigação, a produtora Go Up, que tem como sócia a empresária Karina Gama, movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.A PF identificou uma coincidência entre o repasse de verbas das emendas parlamentares de Mario Frias (PL) e o custeio das despesas da produtora responsável pelo filme Dark Horse.Em manifestação nas redes sociais, por meio de um vídeo, o deputado classificou a operação da PF como “cortina de fumaça”, negou irregularidades na produção e disse que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários. Mario Frias disse, ainda, que acredita que o caso será arquivado.“Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento e vou seguir na rua, mantendo a minha agenda, representando São Paulo e apoiando o meu presidente Flávio Bolsonaro. A paz eu já tenho. A verdade o tempo traz”, afirma o deputado.