O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse, nesta quinta-feira (10), que a iniciativa do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, de retirar o sigilo do caso Master merece enaltecimento.“A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clareia as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades”, prosseguiu Messias.Na última terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, em publicação em suas redes sociais, a quebra “completa” do sigilo das investigações do caso do Banco Master. O mandatário voltou a pedir apuração “doa a quem doer” no processo. Leia Mais: Oposição quer CPMI para apurar relatórios da PF contra Mendonça e Messias PT fala em "controle social" da Justiça e mandatos para o STF A crise do STF sob disputa: como as redes reorganizam heróis e vilões Posteriormente, o PT entrou com pedido no STF.Segundo Messias, “é também nesse sentido que deve ser valorizada a posição manifestada do presidente Lula ao defender mais transparência e o amplo conhecimento das investigações pela sociedade brasileira”.Retirada de sigiloFachin sustenta em seu despacho que o processo que diz respeito às mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem relação direta com o caso Master e será julgado na próxima terça-feira (15).O presidente do STF menciona em sua decisão a necessidade de ser tornada pública a investigação que levou à prisão de Vorcaro em março deste ano e de todos os procedimentos nela contidos ou a ela relacionados.A ordem de Fachin ressalva apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida. Essas poderão permanecer em sigilo.O despacho do presidente do STF também solicita que Mendonça envie aos gabinetes de todos os ministros do tribunal um HD com todos os procedimentos contidos ou relacionados à investigação do Master que levou à prisão de Vorcaro.A medida foi feita “de ofício”. Ou seja, feita por ele mesmo, não atendendo a pedido de nenhuma parte.