O El Niño 2026-2027 já está estabelecido e apresenta sinais de intensificação, aumentando os riscos de impactos climáticos em diferentes regiões do Brasil. O alerta foi feito pelos pesquisadores Regina Célia dos Santos Alvalá, diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Riscos de Desastres Naturais (Cemaden), José Antônio Marengo, coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do órgão, e Marcelo Seluchi, doutor em Ciências Meteorológicas pela Universidad de Buenos Aires, em artigo publicado no The Conversation na segunda-feira (7).Previsão da WMO aponta quase 100% de chance de El Niño até fevereiro de 2027, com impactos sobre chuva e temperatura global. – Imagem: Stock Lpa/ShutterstockSegundo os autores, dados de agosto apontam para um cenário mais preocupante do que o previsto no início do ano. A Organização Meteorológica Mundial indica que o fenômeno já está oficialmente estabelecido e em fase de intensificação, influenciando os padrões de temperatura e precipitação na América do Sul e em outras partes do mundo.Saiba mais.Brasil dá um passo próprio rumo à computação quânticaPesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) conseguiram, pela primeira vez no Brasil, aprisionar íons frios usando puramente o campo elétrico (Armadilha do tipo Paul).O experimento foi realizado com átomos de estrôncio transformados em partículas eletricamente carregadas e mantidos em uma região minúscula do espaço. A conquista cria no país uma plataforma experimental que poderá ser usada para desenvolver e testar qubits.Representação do dispositivo utilizado no experimento – Crédito: Amilson Rogelso FritschO trabalho é liderado pelo físico Amilson Rogelso Fritsch, Jovem Pesquisador apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) por meio do Programa Quantum Technologies Initiative (QuTIa). O resultado foi alcançado cerca de 18 meses depois do início do projeto. A próxima etapa será avançar do confinamento das partículas para o controle de seus estados quânticos, condição necessária para realizar operações de processamento de informação.Saiba mais.Foguete brasileiro leva “laboratório espacial” nacional à fronteira do espaçoUma breve viagem até mais de 100 km acima da superfície da Terra pode obter respostas que dificilmente seriam alcançadas em um laboratório convencional. Por isso, em uma missão realizada com uma plataforma de testes brasileira, experimentos serão expostos à microgravidade e, pela primeira vez, recuperados após o voo para que os pesquisadores possam analisá-los em solo.A iniciativa é realizada com a Plataforma Suborbital de Microgravidade Reduzida (PSM-R), desenvolvida para transportar experimentos científicos durante um voo de curta duração. O equipamento será lançado no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), durante a Operação Potiguar 2, conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB).Foguete decolando do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, inaugurado na década de 1960. – Crédito: CLBI/DivulgaçãoIniciada em 31 de agosto, a operação tem previsão de encerramento em 19 de setembro, com a previsão de lançamento dos experimentos instalados na PSM, via foguete de sondagem VS-30, em alguma data dentro desse período. Saiba mais.Show de luzes: observatório flagra fenômeno raro e meteoro riscando o céu no Sul do Brasil No início da madrugada de quinta-feira (10), o Observatório do Bate-Papo Astronômico, em Santa Maria (RS), conseguiu capturar algo extremamente raro enquanto monitorava o céu. Os registros mostram uma sequência de red sprites, que em tradução literal significa “duendes vermelhos”– um tipo incomum de descarga elétrica dificilmente visto da Terra e que já foi capturado algumas vezes a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). Além dos “duendes vermelhos”, a madrugada ainda terminou com outro fenômeno. Perto da 1h da manhã (horário de Brasília), as câmeras do observatório registraram um meteoro ao norte de Santa Maria.Registro raro de sprites e um meteoro na mesma captura (imagem captada por câmera monocromática e colorida digitalmente). – Crédito: Fabrício Colvero / Bate-Papo AstronômicoSaiba mais.Podemos estar mais perto de decifrar a origem do cometa interestelar 3I/ATLAS Um estudo recém-publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society traz revelações inéditas sobre a origem e a formação do cometa interestelar 3I/ATLAS. A composição deste, que foi apenas o terceiro visitante vindo de fora do Sistema Solar já detectado pela ciência, revelou segredos sobre a sua origem distante. Após se aproximar do Sol e iniciar seu trajeto de saída da nossa vizinhança planetária, o cometa passou por um intenso processo de liberação de matéria. Esse fenômeno permitiu que os cientistas investigassem detalhadamente a composição química interna desse corpo celeste, revelando segredos preservados desde o seu surgimento em um canto remoto do Universo.Saiba mais.E não para por aí!A semana foi agitada na Ciência! Também foram destaques:Planeta bate recorde de calor em agosto e marca 1,65°C acima da médiaRover Curiosity encontra buracos misteriosos no solo de MarteEstudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a TerraO papel do Brasil na criação de um dos megatelescópios mais potentes do mundoO post Semana da ciência tem El Niño, computação quântica e Brasil no espaço apareceu primeiro em Olhar Digital.