Roubo e furto de caminhões e veículos pesados caem 22,9% em SP, mas capital paulista sobe 8,1%

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O roubo e furto de caminhões e veículos pesados recuou 22,9% no Estado de São Paulo entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar disso, a capital paulista seguiu na contramão e registrou alta de 8,1% nas ocorrências, segundo o novo Boletim Tracker Fecap.No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, foram 733 registros, ante 951 no mesmo intervalo de 2025. Os roubos caíram 34,7%, enquanto os furtos ficaram praticamente estáveis, com redução de 1,5%. Ainda assim, os dados mais recentes acenderam alerta: os furtos subiram 8,1% em abril e 39,2% em maio.Estado registra queda, mas furtos voltam a crescerO estudo analisou as ocorrências entre 2024 e maio de 2026 e mostrou que, em 2024, o Estado contabilizou 2.106 eventos. Em 2025, o total subiu levemente para 2.141 casos. Já em 2026, o movimento mudou de direção e o acumulado até maio recuou para 733 ocorrências.“O recuo está concentrado nos roubos, enquanto os furtos permanecem praticamente no mesmo patamar e voltaram a crescer nos dois últimos meses analisados. É importante observar essa mudança porque ela pode representar uma adaptação da atividade criminosa e exige acompanhamento contínuo”, afirmou o pesquisador da FECAP Erivaldo Vieira.Na avaliação do gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, Vitor Corrêa, o cenário pede proteção em várias frentes. “Quando o roubo perde participação de forma tão acentuada, mas o furto permanece praticamente estável e volta a crescer nos meses mais recentes, a leitura precisa ser feita com cuidado. Os criminosos também adaptam sua atuação às condições de risco. Para as empresas, isso significa que não basta concentrar a prevenção apenas nos momentos de abordagem: é necessário proteger o veículo durante toda a operação, considerando rotas, paradas, locais de estacionamento”, afirmou.O levantamento também apontou concentração das ocorrências em dias úteis. Entre janeiro e maio de 2026, 73,3% dos casos aconteceram de terça a sexta-feira. Quarta-feira liderou, com 146 registros, seguida por quinta-feira, com 142, terça-feira, com 130, e sexta-feira, com 119.Na divisão por período do dia, noite e madrugada responderam juntas por 60,2% das ocorrências em 2026. A noite permaneceu como o intervalo de maior incidência, com 172 registros, seguida pela madrugada, com 159.Capital paulista e corredores de risco concentram registrosNa cidade de São Paulo, o número de ocorrências passou de 197 entre janeiro e maio de 2025 para 213 no mesmo período de 2026. Com isso, a capital manteve a liderança estadual. Guarulhos, segunda cidade com mais casos, caiu de 80 para 46 registros.Também apresentaram recuos expressivos São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra, Limeira e Campinas. Além disso, Osasco, Barueri e Santo André passaram a integrar o grupo dos dez municípios com maior número de ocorrências em 2026.Dentro da capital, o Jaçanã assumiu a liderança entre os bairros, com 18 ocorrências, ante oito no mesmo período de 2025. Parque Edu Chaves, Vila Maria e Vila Jaguara também registraram aumento. Já Parque do Carmo, Vila Carmosina e Vila Leopoldina tiveram queda.Entre os logradouros, a Rodovia Fernão Dias continuou no topo, com 18 ocorrências nos cinco primeiros meses de 2025 e de 2026. No entanto, os acessos ao corredor ganharam importância: o Acesso Rodovia Fernão Dias subiu de quatro para sete registros, e o Retorno Rodovia Fernão Dias passou de cinco para sete.O estudo destacou ainda que caminhões, caminhões-tratores e semirreboques concentraram a maior parte das ocorrências. Em 2026, essas categorias responderam por 75,9% dos casos. A queda foi puxada principalmente por semirreboques e caminhões-tratores, enquanto os caminhões convencionais mostraram estabilidade.Entre as marcas e modelos mais visados, aparecem o Volkswagen 24.280 CRM 6×2, entre os caminhões, e os Volvo FH 540 e FH 460, entre os caminhões-tratores. O boletim também apontou recorrência de modelos da Mercedes-Benz, Iveco, Scania, DAF e MAN.Para Vitor Corrêa, a análise conjunta dos dados mostra dois movimentos simultâneos. “De um lado, houve uma redução importante no total de ocorrências em 2026, concentrada nos roubos. De outro, os furtos avançaram nos meses mais recentes. Para o Grupo Tracker, em um cenário no qual o crime demonstra capacidade de adaptação e deslocamento, proteger o bem e/ou a carga com apenas uma tecnologia pode não ser suficiente. A estratégia mais eficiente é aquela que cria múltiplas barreiras: quanto mais camadas de proteção, maior a dificuldade para o criminoso e maior a capacidade operacional de resposta”, disse.O boletim informou que a análise considera dados disponíveis até maio de 2026, em razão das restrições eleitorais aplicáveis à divulgação de informações por órgãos públicos.O post Roubo e furto de caminhões e veículos pesados caem 22,9% em SP, mas capital paulista sobe 8,1% apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.