Milho recua pelo quinto dia seguido e fecha a US$ 5,27 em Chicago

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O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago com queda de 1,08%, cotado a US$ 5,27 por bushel. Foi o quinto dia consecutivo de perdas para o cereal, em um movimento pressionado pelo avanço da nova safra nos Estados Unidos e pela atuação dos fundos de investimento.Segundo a Granar, o início da colheita da safra 2026/27 nos Estados Unidos aumenta a pressão sobre os preços. Os produtores americanos também intensificam as vendas para abrir espaço para a nova produção, aproveitando um período de cotações ainda elevadas, próximas das maiores dos últimos 19 meses.As perspectivas para a produção americana também pesaram sobre o mercado. A StoneX reduziu sua estimativa para a produtividade média do milho nos Estados Unidos de 115,99 para 114,80 quintais por hectare. Apesar disso, a consultoria elevou a projeção de produção de 410,48 milhões para 411,67 milhões de toneladas, considerando uma área colhível maior. Leia Mais Milho cai mais de 1% em Chicago com melhora do clima nos EUA Soja fecha em queda em Chicago com mercado à espera de relatório do USDA Soja recua em Chicago com mercado atento ao clima nos EUA A estimativa da StoneX está acima da projeção divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em agosto, de 406,75 milhões de toneladas, com produtividade de 113,42 quintais por hectare.O cenário contrasta com a projeção da ProFarmer, que estima uma produção de 389,75 milhões de toneladas e produtividade de 108,71 quintais por hectare. A divergência entre as consultorias aumenta a expectativa do mercado para os números que serão apresentados pelo USDA no relatório mensal desta sexta-feira.SojaO contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago com queda de 0,51%, cotado a US$ 13,09 por bushel. A pressão sobre os preços veio da atuação dos fundos e do avanço da colheita da nova safra nos Estados Unidos.Segundo a Granar, o início dos trabalhos de campo no Sul dos EUA aumenta a percepção de oferta e passa a exercer pressão sobre as cotações. O mercado também ajusta posições antes da divulgação, na sexta-feira, dos relatórios de produção e de oferta e demanda do USDA.De acordo com a Agrinvest, o USDA confirmou vendas de 340 mil toneladas de soja para a China e de outras 100 mil toneladas para destinos desconhecidos. Os negócios reforçam a expectativa de que as compras chinesas possam se aproximar de 12 milhões de toneladas antes da visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos.As estimativas privadas para a produtividade da safra americana seguem divergentes. Uma consultoria projeta rendimento de 53 bushels por acre para a soja, acima da referência do USDA, enquanto outra trabalha com 52,6 bushels por acre, abaixo da projeção oficial. A diferença mostra a cautela do mercado em relação aos números que serão apresentados pelo governo americano e ao desempenho efetivo das lavouras.Antes do relatório, a StoneX manteve a estimativa de produtividade média da soja dos EUA em 35,64 quintais por hectare. Com uma área plantada maior esperada na colheita, porém, a consultoria elevou a projeção de produção de 121,66 milhões para 123,75 milhões de toneladas.O novo número da StoneX supera a estimativa de 122,99 milhões de toneladas do USDA em agosto, mas fica abaixo da projeção da ProFarmer, de 124,43 milhões de toneladas.TrigoO contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 2,44%, cotado a US$ 7,28 por bushel. O movimento foi influenciado pela liquidação de posições por fundos de investimento diante da possibilidade de retomada das negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.Segundo a Granar, a pressão sobre as cotações aumentou após o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmar que as negociações de paz com a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, devem ser retomadas em breve. Apesar da declaração, ainda não há uma data definida nem uma agenda para os encontros.O mercado acompanha os possíveis impactos de um eventual acordo sobre o fluxo de grãos pelo Mar Negro. Atualmente, as exportações marítimas da região enfrentam fortes restrições, afetando tanto a Rússia quanto a Ucrânia, dois dos principais fornecedores de trigo do mercado global.Ao mesmo tempo, as dificuldades de comercialização e as incertezas sobre a rentabilidade dos produtores já começam a afetar as perspectivas para a próxima safra. A expectativa é de redução da área destinada ao trigo de inverno na região para a safra 2027/28.Na Rússia, por exemplo, a área plantada com trigo de inverno estava 41% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado no fim de agosto. O dado reforça a preocupação com o potencial de oferta futura, mesmo diante da pressão de baixa observada atualmente nos contratos.Do agro à moda: borra de café vira couro biodegradável