Dia Mundial da Sepse: conheça condição que afetou mais de 170 mil brasileiros nos últimos 20 anos

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Conhecida como septicemia ou infecção generalizada, a Sepse já atingiu cerca de 178.633 brasileiros nos últimos 20 anos, segundo dados da ILAS – Instituto Latino Americano de Sepse. Com foco em conscientizar sobre o tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, foi criado o Dia Mundial da Sepse comemorado neste domingo (13).Mas, afinal, o que é Sepse?A Sepse é uma condição grave desencadeada por uma resposta inflamatória exagerada do sistema imunológico após uma infecção causada por vírus e bactérias. Ou seja, em vez de combater apenas o agente infeccioso, a resposta atinge o próprio corpo, causando uma inflamação e disfunção nos próprios órgãos. Em casos de agravamento, como a Sepse grave, há danos em um ou mais órgãos em diferentes partes do corpo, com prejuízos na função renal, cardíaca, alterações no sistema respiratório do paciente, entre outros. Leia Mais Tornados podem atingir áreas de São Paulo, Paraná e MS nesta quinta (10) Ciclone bomba no Brasil: quais estados serão afetados pelo fenômeno Alerta intensificado: ciclone vai provocar ventos de 100 km/h em SP e no RJ O estágio mais avançado da condição causa o chamado “choque séptico”, popularmente conhecido como infecção generalizada. Neste caso, mesmo com o uso de remédios, a pressão sanguínea do paciente permanece baixa e a pressão arterial não é recuperada.A condição precisa ser olhada com cuidado, já que pode ser fatal. A mortalidade. Em 2025, cerca de 4.096 óbitos foram registrados por Sepse e Choque Séptico.O que causa a Sepse?A Sepse é causada pela infecção por diversas bactérias que são adquiridas em hospitais e costumam aparecer nos pulmões, abdômen ou trato urinário.Quais os sintomas da Sepse?Febre;Hipotermia;Tonturas;Vômitos;Fraqueza extrema;Diminuição na função do coração e dos rins;Taquicardia;Calafrios;Falta de ar;Queda na pressão arterial;Confusão mental;Sonolência excessiva;Queda na produção de urina;Queda na produção de plaquetas;Mudanças na coagulação sanguínea;Agitação e ansiedade.Caso haja sintomas, o ideal é procurar um médico infectologista. Nos hospitais, geralmente esse especialista também auxilia no tratamento do paciente.Para identificação da condição, são realizados, além dos exames de rotina, coletas de sangue, urina e secreções que o paciente apresente.Como é o tratamento?As primeiras horas de tratamento são as mais importantes, os pacientes são submetidos a uso de antibióticos de forma endovenosa para corrigir os distúrbios do fluxo sanguíneo.Quando os remédios usados não são suficientes para a melhora do quadro, o ideal é utilizar uma medicação capaz de manter a pressão arterial e a perfusão adequadas, como a noradrenalina. Esses pacientes devem ser tratados em UTIs – unidades de terapia intensiva.Vírus do resfriado se “esconde” nas amígdalas mesmo sem sintomas