A coluna apurou que diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ainda não foi formalmente notificado da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu afastamento preventivo do comando da corporação nesta terça-feira (8/9).Andrei permanece no cargo enquanto aguarda a comunicação formal da decisão. Após ser notificado, ele deverá passar o comando da Polícia Federal ao atual diretor-executivo da corporação, William Marcel Murad.Murad, portanto, ficará à frente da PF após a efetivação do afastamento determinado por Mendonça.O diretor-executivo esteve reunido com Andrei na manhã desta terça. O encontro ocorreu na Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, onde o diretor-geral participaria da abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para agentes da Polícia Federal.Andrei chegou à ANP, mas não apareceu no auditório onde a cerimônia foi realizada. Conforme revelou a coluna, ele desistiu de participar do evento após a divulgação da decisão de Mendonça.Afastamento preventivoAlém de Andrei, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.Na decisão, o ministro afirmou que as medidas são necessárias para garantir que integrantes do Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria PF possam exercer suas atribuições “sem constrangimentos ilegais”.Mendonça também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os fatos relacionados à produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, resultaram em monitoramento de autoridades.Os afastamentos são preventivos e não representam condenação ou conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade dos dois delegados.