A OpenAI anunciou nesta terça-feira (8/9) que conseguiu resolveu um dos chamados “Problemas do Milênio”, que intriga matemáticos há quase um século. As questões foram criadas para desafiar os matemáticos. O problema resolvido é o chamado equação de Navier-Stokes, que questiona se o movimento suave de um fluido tridimensional pode sofrer uma ruptura. O Clay Mathematics Institute oferece US$ 1 milhão a quem conseguir resolver a questão. Segundo a OpenAI, o sistema produziu uma prova analítica demonstrando que um fluido inicialmente suave e em repouso pode desenvolver uma singularidade em tempo finito. Uma força suave é aplicada ao fluido, e sua energia permanece finita durante toda a dinâmica, desde o repouso até a formação da singularidade.“Os termos das equações de Navier-Stokes que descrevem o movimento — aceleração, gradientes de pressão, transferência de momento e viscosidade — devem, simultaneamente, atingir valores elevados e cancelar-se de maneira precisa. Esse equilíbrio detalhado resulta em uma força externa suave, mesmo enquanto a velocidade do fluido cresce indefinidamente”, diz a explicação. Leia também MundoChinesa resolve problema centenário e ganha “Nobel” da matemática EsportesTop 1 do mundo, Sinner não disputará US Open: “Preciso de mais tempo” MundoOpenAI diz que sua IA fez ataque hacker por conta própria: “Sem precedentes” Tácio LorranMPF investiga OpenAI, do Chat GPT, devido a “busca por tesouros” na Amazônia O anúncio, contudo, provocou uma polêmica após o matemático Tristan Buckmaster acusar a OpenAI de acelelar a tentativa de resolveu o enigma. Segundo ele, a empresa descobriu que Buckmaster e Levent Alpöge, pesquisador da Anthropic, concorrente da OpenAI, estavam prestes a conseguir o mesmo resultado.Tristan Buckmaster questiona se a OpenAI teria tido acesso a parte de seu trabalho.São sete os “Problemas do Milênio”. O Navier-Stokes segue listado como não resolvido pelo Clay Mathematics Institute.