Presidenciáveis comemoram afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça ordenou, na manhã desta terça-feira, 8, o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e de Leandro Almada, diretor de Inteligência.A determinação foi referendada em seguida pelos Ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques em sessão extraordinária virtual da Segunda Turma do Supremo, realizada para análise da medida. Com o voto dos dois ministros, foi formada maioria em favor da decisão. Gilmar Mendes pediu mais tempo para análise e Dias Toffoli ainda não votou.Na decisão, Mendonça ainda ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal inicie procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para averiguar “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência da corporação. A decisão de Mendonça ocorreu após petição do Partido Novo.Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema se manifestaram sobre a decisão de Mendonça. Lula e Augusto Cury não se posicionaram.Flávio BolsonaroNas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro comemorou a medida e associou os membros afastados da Polícia Federal ao atual presidente.“Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula.” Ele ainda afirma que “o grupo especial de Lula na Polícia Federal (foi) desmascarado oficialmente.”Em nota, assinada pelo seu coordenador de campanha e senador Rogério Marinho (PL – RN), a equipe do candidato considera que a decisão é um “passo a caminho da retomada da normalidade no funcionamento das instituições.”A nota também destaca que um pedido ao presidente da República foi feito solicitando o afastamento de Andrei Rodrigues após as suspeitas de interferência nas investigações relacionadas a Daniel Vorcaro.Ronaldo CaiadoApós visita às instalações do Laboratório Sirius, em Campinas, Ronaldo Caiado elogiou a decisão de Mendonça e criticou a atuação de agentes da Polícia Federal junto ao Supremo Tribunal Federal.Segundo ele, não é papel da PF fazer “patrulhamento” de autoridades. Além disso, com a medida a “PF pode recuperar a sua condição de poder combater o crime e não ficar patrulhando, ameaçando ou grampeando autoridades.”O candidato também cobrou transparência nas investigações envolvendo o Banco Master e exigiu que os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, expliquem seus supostos envolvimentos com Daniel Vorcaro, o banqueiro investigado.Renan SantosEm pronunciamento, Renan Santos comemorou o afastamento da cúpula da Polícia Federal e afirmou que o episódio deve ser analisado de maneira objetiva, independentemente de quem seja atingido pelas denúncias. Em seguida levantou críticas aos grupos ligados a Bolsonaro e Lula.“Vocês estão comemorando que caiu o Andrei Rodrigues porque ele tinha ligações com o Daniel Vorcaro? Então tinha que cair o candidato de vocês também, né?”, declarou em Referência a Flávio Bolsonaro.Em sequência, se direcionou aos apoiadores do presidente Lula, afirmando que as denúncias e suspeitas não podem ser relativizadas de acordo com a posição política dos envolvidos.Para Renan, o comportamento reforça uma lógica de proteção aos próprios aliados, mesmo diante de episódios que deveriam ser submetidos ao mesmo padrão de cobrança.Romeu ZemaEm vídeo, publicado no Instagram, Romeu Zema comemorou a decisão de Mendonça. “Enquanto muitos falam, a gente faz. E seguiremos firmes contra os intocáveis. CHEGA DE INTOCÁVEIS!”, escreveu Zema, em seu perfil no X.A decisão de Mendonça foi tomada após pedido do Novo, partido ao qual Zema é filiado. Sobre a ação da legenda, o candidato ainda declarou que o partido está ao lado de Mendonça “na luta contra os intocáveis de Brasília”.“Seguiremos firmes no enfrentamento daqueles que se acham acima da lei. Peço orações por André Mendonça e reforço que o Novo vai batalhar para que os Intocáveis sejam investigados e punidos. É só o começo”, afirma.